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Justiça Eleitoral obriga Beto Richa a apresentar gastos de campanha

Folhapress
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O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná determinou nesta sexta-feira (8) que o governador Beto Richa (PSDB) e seu comitê de reeleição apresentem a prestação de contas parcial da campanha.A prestação de contas do candidato referente a julho, divulgada nesta quarta-feira (6), estava zerada - sem registro de despesas nem receitas.

 

A decisão da juíza Renata Baganha foi tomada após representação da candidata do PT ao governo paranaense, Gleisi Hoffmann.O juíza considerou que houve descumprimento de normas que obrigam os candidatos a apresentar gastos de forma a garantir a isonomia frente aos demais.

 

"Não basta ao candidato e ao comitê financeiro simplesmente apresentarem as contas formalmente, buscando preencher um requisito legal. É preciso que as contas sejam efetivamente prestadas para dar atendimento aos dispositivos da lei", afirmou na decisão.

 

Baganha disse que há elementos suficientes para "indicar a existência de despesas já contratadas pela parte representada" e deu 48 horas para o comitê de campanha de Richa apresentar os gastos.

 

A reportagem não conseguiu contato com a campanha do governador neste sábado para comentar a decisão da Justiça Eleitoral.

 

Prestação social

Embora a prestação não tenha registrado gastos, Richa já viajou a cidades do interior e realizou jantares de apoio à candidatura. Tem também equipe e comitê montados.

 

Questionado sobre a ausência de arrecadação na manhã de quinta-feira (7), Richa disse que "puxaria a orelha" dos seus coordenadores. "Eu mato eles", brincou. "Sem recurso não se faz campanha."

 

A assessoria de Richa, porém, informou que a prestação apresentada à Justiça era "a exata expressão da situação contábil da campanha" no período, e que seguiu "todos os procedimentos exigidos pela legislação".

 

A campanha não explicou, mesmo após questionada, se isso quer dizer que nenhuma despesa foi feita, se elas só serão contabilizadas neste mês ou se não houve arrecadação. "É estratégico", limitou-se a afirmar um assessor.

 

Gleisi declarou ter arrecadado R$ 2,58 milhões e gastado R$ 1,5 milhão. Roberto Requião (PMDB) informou arrecadação de R$ 304 mil, um pouco menos do que os R$ 341 mil de despesas.

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