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JC Saúde
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Arterosclerose
A aterosclerose é uma doença crônica das grandes artérias e é a maior causa de doenças cardiovasculares, derrame e morte em sociedades modernas. A etiologia da doença cardiovascular é complexa e multifatorial, no entanto existem evidências consistentes que o estresse oxidativo e a inflamação participem ativamente no início e na progressão da doença. Estudos demonstraram que os exercícios podem modular o metabolismo do colesterol hepático e a concentração de PCSK9 em ratos alimentados com uma dieta rica em gordura. Outros estudos apontam que o exercício combinado com antioxidantes apresentam resultados conflitantes.

Alimentação
Os flavonoides são uma classe de compostos naturalmente presentes em frutas, vegetais e bebidas derivadas de plantas, os quais apresentam atividade antioxidante. Um deles, a quercetina, tem demonstrado ser efetiva na inibição da oxidação da LDL e, estudos recentes também sugerem que ela possui atividade anti-inflamatória. Essas propriedades são decorrentes da sua ação em aliviar o estresse oxidativo via mecanismo dependente de NF-kappa beta, diminuição da atividade da JAK3 e/ou o bloqueio da ativação do sinal de transdução de mediadores pró-inflamatórios/oxidativos.

Efeitos benéficos
Vários mecanismos foram descritos demonstrando os efeitos benéficos dos exercícios para a saúde, incluindo o aumento dos níveis de HDL, a regulação da PON1 e da SRB1, a indução de citocinas anti-inflamatórias e regulação das enzimas antioxidantes, contribuindo para habilidade de combater o estresse oxidativo que é gerado durante o exercício. A quercetina também inibe a progressão da aterosclerose via regulação da expressão da PON1. Os estudos demonstram que tanto o seu consumo isolado como aliado ao exercício ajuda a melhorar os níveis de colesterol e inibir a formação de placa aterosclerótica.

Fadiga muscular
O treinamento resistido estimula simultaneamente o catabolismo e o anabolismo de fibras musculares ativas. A diferença entre esses mecanismos é chamada de balanço da rede proteica. Quando positivo, esse balanço favorece o aumenta da massa muscular (hipertrofia). O efeito do treinamento resistido nesse balanço proteico pode persistir por até 48h. Além disso, qualquer modificação nutricional que possa aumentar a absorção proteica no músculo pode maximizar os efeitos do treinamento resistido e melhorar o anabolismo muscular. Em particular, tem sido demonstrado que o consumo de proteína após o exercício muda a balança a favor da síntese muscular proteica.

Proteínas
A composição dos suplementos pode ter um papel essencial em influenciar o balanço proteico, já que estudos anteriores revelaram que apenas os aminoácidos essenciais (não produzidos pelo organismo) podem estimular a síntese muscular proteica. Por exemplo, o leite contém duas frações proteicas, proteínas solúveis e a caseína miscelar, com rápida e lenta taxa de absorção respectivamente. Como consequência, a síntese muscular tem sido melhor com as proteínas solúveis do que com a caseína. Além disso, para aumentar a massa muscular, adaptações funcionais, como o aumento de força, também são obtidos com a suplementação de aminoácidos essenciais.

Aminoácidos
A suplementação proteica parece também influenciar na fadiga muscular. Outros aminoácidos, como os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs): leucina, valina e isoleucina; podem reduzir a fadiga através da diminuição da percepção de esforço e o favorecimento da performance mental durante o exercício prolongado. Um aumento da endurance muscular e da fadiga muscular foram observados em estudos com a suplementação de proteína de rápida absorção. Os resultados podem ser atribuídos a melhora do processo de reparo através da redução da quebra broteica e o aumento da síntese proteica.

Amêndoas e endurance
As amêndoas são ricas em nutrientes sendo excelentes fontes de alfa-tocoferol, riboflavina, magnésio, manganês, fibra, proteína, cobre e fósforo. Além disso são ricas em arginina, essencial para a síntese do óxido nítrico (vasodilatador). Também contém gorduras monoinsaturadas e compostos fenólicos e polifenólicos, principalmente os flavonoides. Esse perfil garante a elas benefícios em marcadores de estresse oxidativo e inflamação e melhora na resistência contra a oxidação do LDL e, melhora da dislipidemia.

Esforço prolongado
O esforço físico prolongado está relacionado com um aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). Essa superprodução de EROs supera a capacidade das defesas antioxidantes do organismo, desequilibrando o balanço dos sistemas imune e endócrino, prejudicando a performance física e, induzindo a fadiga pelo exercício. Como as amêndoas são boas fontes de ácidos graxos insaturados, antioxidantes e alguns micronutrientes, talvez elas possam ajudar a manter e/ou melhorar a performance física através da modulação da utilização de substrato energético e fortalecendo as defesas antioxidantes. A quercetina e a arginina presentes nas amêndoas ajudam a regular a biogênese mitocondrial e poupar a capacidade de oxigênio facilitando a sua entrega para o músculo esquelético.

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