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Emprego na indústria automobilística tem menor nível desde maio de 2012

Folhapress
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O número de empregados no setor de autoveículos (que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) caiu para 128.739 em agosto, uma queda de 0,9% em relação a julho, quando as automobilísticas empregavam 129.869 funcionários.


O resultado representa a sétima queda seguida do emprego no setor e é o pior resultado desde maio de 2012. Naquele mês, 127.139 pessoas eram empregadas pelas montadoras. Os dados foram divulgados ontem pela Anfavea, associação de fabricantes do setor.


A retração na indústria automotiva, que no acumulado do ano teve queda de 18% na produção e 8,62% nas vendas em relação aos primeiro oito meses de 2013, fez com que as montadoras adotassem medidas para adequar a produção à demanda do mercado.


Suspensões temporárias de contrato (os “layoffs”), férias coletivas e programas de demissão voluntária foram algumas das medidas adotadas pelas empresas do setor para tentar esvaziar os estoques, que em agosto atingiram 42 dias, que representaram aumento de três dias em relação a julho, onde o estoque era de 39 dias.


No mês passado, cerca de 1,3 mil empregados entraram em layoff até janeiro de 2015 e outros 7,5 mil receberam férias coletivas ou folgas em razão de paradas técnicas.


Segundo o Ministério do Trabalho, em agosto quase 12 mil trabalhadores de todos os setores estavam em regime de layoff, sendo que cerca de 4 mil eram funcionários de montadoras. Esse número é o maior desde 2010, quando 20 mil empregados tiveram o contrato suspenso. Conforme a CLT, o período máximo de layoff é de cinco meses e o empregado que participa do layoff deve ficar pelo menos 16 meses sem que seu contrato seja suspenso novamente. O trabalhador recebe bolsa de R$ 1,3 mil do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

 

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