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Com atraso salarial, trabalhadores paralisam obras no viaduto de novo

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo visto, a novela do viaduto inacabado na avenida Nuno de Assis ganha mais um capítulo. Na manhã de ontem, seis dos oito funcionários do setor de produção da Bema Construções, empreiteira vencedora da licitação para executar as obras, paralisaram as atividades, porque estão com os salários atrasados.


Há três meses, os funcionários recebem os pagamentos atrasados. “Neste mês, por exemplo, eles deveriam receber o adiantamento no dia 20 de agosto, mas chegou só no dia 29. O pagamento, por sua vez, deveria cair no dia 5 de setembro, mas não chegou até agora”, explica o diretor de organização e mobilização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bauru e Região, Josefino Cândido de Oliveira.


Por enquanto, a categoria prefere resolver a pendência com a própria empresa. “Nós não pretendemos recorrer ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Caso os salários não sejam pagos até amanhã (hoje), nós discutiremos quais serão nossos próximos passos”, reitera Oliveira.


Não é a primeira vez que os funcionários da Bema Construções paralisam as obras no viaduto inacabado por conta dos salários atrasados. Conforme o JC já noticiou, os trabalhadores também resolveram cruzar os braços em janeiro deste ano. Contudo, a paralisação começou no período da manhã e, poucas horas depois, ela foi encerrada, porque os pagamentos foram efetuados pela empresa.


Como os repasses de verba passaram a ser efetuados pela prefeitura, o responsável pela Secretaria Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, afirmou que aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal (CEF) para que a pasta pague R$ 130 mil, valor referente aos últimos serviços prestados pela empreiteira. “Nós esperamos que a autorização saia até amanhã (hoje) e os funcionários possam retornar ao trabalho”, diz Rodrigues.


Pagamento


Como o JC publicou no mês passado, a Secretaria Municipal de Obras pagou os mais de R$ 184 mil necessários para que a Bema Construções iniciasse a concretagem do último trecho do viaduto inacabado, que promete, há 21 anos, fazer a ligação entre a Vila Falcão e o Jardim Bela Vista. Já neste mês a empreiteira precisaria de R$ 130 mil para concluir os últimos serviços, dinheiro que aguarda a autorização da CEF para ser liberado. Mesmo diante desse impasse, o secretário Sidnei Rodrigues espera que as obras sejam concluídas no mês de outubro.


Por meio de um termo aditivo no contrato firmado com a Caixa, a pasta ficou autorizada a pagar os valores devidos à Bema, com posterior ressarcimento, assim que o Ministério das Cidades liberar os repasses à CEF. Sem o depósito, a Bema, contratada em 2012 para concluir a construção do viaduto, se recusa a terminar as obras.

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