Aceituno Jr. |
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Tio relata que também sofreu abuso quando criança |
Em mais uma triste estatística, Bauru registrou, nesta terça-feira (16), o quarto caso de estupro com vítimas de 10 anos em apenas nove dias. No crime mais recente, o tio, de 19 anos, teria confessado aos policiais militares que violentou sexualmente a sobrinha de 10 anos.
Durante a madrugada desta quarta-feira (17), foi expedida prisão preventiva para o acusado, que será encaminhado para a Cadeia Pública de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) já no período da manhã. O caso foi registrado como estupro de vulnerável.
Nos três estupros anteriores, os acusados dos crimes eram padrastos das vítimas. Na segunda-feira (15), uma menina de 11 anos acusou cinco colegas de abuso sexual dentro de uma escola em Bauru.
Dessa vez, o crime teria ocorrido na casa da criança, na Vila Popular Ipiranga, enquanto os demais familiares estavam fora, trabalhando. Os nomes dos envolvidos não serão informados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Esta não seria a primeira vez que o tio cometia o abuso, que foi denunciado por uma outra criança, de 9 anos, que seria vizinha da família e teria presenciado o ato. A vítima, com medo do tio, não teria contado à mãe, irmã do acusado, o que acontecia quando a família estava fora, desde o início deste ano.
O acusado teria relatado aos policiais militares que sofreu abuso sexual quando tinha apenas 9 anos de idade. E, mais uma vez, familiar estaria envolvido: um irmão mais velho e um vizinho.
O caso foi registrado na noite desta terça-feira (16) na Central de Polícia Judiciária (CPJ), para onde o tio foi levado. Enquanto isso, a menina passou por exames na Maternidade Santa Isabel e também foi ouvida pelo delegado. O laudo teria apontado que não houve fissura no ânus e tampouco rompimento do hímen, ou seja, ela não teria perdido sua virgindade, segundo a autoridade.
Nesta quarta-feira (17), a vítima deve fazer exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru.
Já o tio será encaminhado para a Cadeia Pública de Barra Bonita, onde permanecerá preso temporariamente por um período de 20 dias, que poderá ser prorrogado.
Acompanhamento psicológico
De acordo com policiais que participaram da ocorrência, a vítima estaria passando por um acompanhamento psicológico por ter problemas de concentração na escola.
