O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou no último dia 3 suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo em que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) é acusado de desviar recursos das obras de canalização do córrego Água Espraiada. Apesar de acreditar que o parlamentar deveria ser condenado a 23 anos de prisão pelos supostos crimes, Janot diz que não haverá mais como punir Maluf devido à prescrição dos delitos.
Na peça enviada ao STF, o procurador pede a condenação do filho de Maluf, Flávio, a uma pena de 35 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa e devolução, juntamente com seu pai, de R$ 32,5 milhões aos cofres públicos.
Janot ainda quer a condenação de Simeão Damasceno, que foi diretor da empresa Mendes Júnior, e de Vivaldo Alves, considerado pelo Ministério Público Federal (MPF) o operador de valores do esquema.
Como o caso está em segredo de Justiça, o tamanho das penas de Damasceno e de Vivaldo Alves não foram divulgadas, nem a individualização dos crimes a que os réus responde. De maneira genérica o MPF diz que os delitos relacionais aos quatro são o de formação de quadrilha, corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro entre os anos de 1997 a 2001.