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Logística ajuda Exército a funcionar

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Para que possa exercer suas atividades, o Exército paulista conta com um grande sistema de logística, coordenado pela 2ª Região Militar. O órgão é responsável por prestar todo apoio a 56 unidades do Estado de São Paulo, onde atuam cerca de 19 mil homens. Em Bauru, ela atende as demandas do Tiro de Guerra e da 6ª Circunscrição do Serviço Militar (CSM).


Entre as atribuições da 2ª Região Militar, também conhecida como Região das Bandeiras, está o fornecimento e manutenção de equipamentos, armamento, fardamento, munição, alimentação e transporte às tropas, além de convocá-las  para atividades em que o Exército precise atuar, quando solicitado pelo poder público. Comandante do órgão desde abril deste ano, o general Claudio Coscia Moura esteve em Bauru, anteontem e ontem, para visitar as duas unidades locais pela primeira vez.


“Nesta semana, estou fazendo um circuito, que a gente chama de visita de orientação técnica, nas unidades de Araras, Ribeirão Preto, Jaú, Bauru e Botucatu. O objetivo é conhecer de perto as demandas de cada uma delas, como forma de ampliar a integração e aprimorar os serviços”, comenta.


Ele explica que a 2ª Região Militar foi criada há 106 anos e está subordinada ao Comando Militar do Sudeste, que é composto também por um braço armado, a 2ª Divisão de Exército. “E nós somos o braço logístico”, completa.


De acordo com o general, uma das preocupações da Região das Bandeiras é garantir a constante renovação de equipamentos das unidades, sejam eles armas ou computadores. “Temos um departamento de ciência e tecnologia que aperfeiçoa os sistemas corporativos, nos repassa este conhecimento e, então, promovemos os cursos para melhorar a gestão nesta área”, considera.


Operações


O comandante cita ainda que, embora os períodos de guerra sejam parte do passado, militares, atiradores e reservistas das Forças Armadas estão sempre preparados para atuar em diversas atividades, seja para atuar em grandes eventos como foi a Copa do Mundo, para prestar ajuda humanitária em outros países ou serviços à comunidade, como campanhas do agasalho e de combate à dengue. E é atribuição das Regiões Militares convocá-los para estas operações quando há solicitação do poder público.


“Já mandamos tropa para o Haiti e, talvez, mandaremos uma para a África. Há, também, um intercâmbio entre Estados. Recentemente, uma tropa nossa foi enviada para a favela da Maré (no Rio de Janeiro) que, em 3 de outubro, passará a ser controlada por uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora)”, comenta.


É também responsabilidade da 2ª Região Militar fiscalizar a fabricação, utilização, exportação, desembaraço alfandegário e comércio de produtos controlados que possam causar destruição, tais como explosivos e substâncias perigosas.

Perfil


O general Claudio Coscia Moura ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1972, em Campinas (SP), e foi declarado aspirante a oficial da Arma de Artilharia, na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1978.


Foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Nas unidades de Corpo de Tropa, foi comandante de Bateria de Grupo de Artilharia 105 mm e oficial de operações de Grupo de Artilharia de 155 mm.


Também foi oficial de inteligência da Secretaria Executiva Permanente da Vigésima Conferência dos Exércitos Americanos, assessor do Exército paraguaio como membro da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai, e analista de inteligência do Centro de Inteligência do Exército.


Comandou o 14º Grupo de Artilharia de Campanha em Pouso Alegre (MG) e, como oficial general, a 11ª Brigada de Infantaria Leve, em Campinas (SP) e a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército, em Curitiba (PR). Foi 4º subchefe do Estado-Maior do Exército e, atualmente, comanda a 2ª Região Militar.


Possui diversos cursos na área militar e também MBA executivo concluído na Fundação Getúlio Vargas. É casado com Rosâne e tem uma filha, Priscila.

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