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Rompimento de tubo põe em xeque pureza do Barreirinho

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

“Cachoeira” formada por esgoto corre para Córrego Barreirinho

A pureza das águas do Córrego Barreirinho, um dos afluentes do Rio Bauru e com fama de ser livre de esgoto, é colocada em xeque por denúncias de moradores da região. O córrego faz a divisa entre o residencial Nova Flórida e o Núcleo Habitacional Nobuji Nagasawa (Bauru 2000).


A denúncia partiu do funcionário público André Elizeu Caetano, morador do Nova Flórida. Ele apontou que há alguns meses o esgoto desce livremente por uma encosta ao lado do afluente, na região do Bauru 2000, que pode ser vista da altura do cruzamento das ruas Benedito Teixeira e Jaime Garcia de Araújo, no Nova Flórida.


“Eu sou uma pessoa que se preocupa com o meio ambiente. A gente cuida do bairro, planta árvores e é muito triste ver isso. Não sei a quem recorrer”, preocupa-se. André chegou a fotografar o que seria o esgoto e enviou para o Jornal da Cidade.


Após a deúncia, a reportagem foi até o local e constatou outro problema: a poluição correndo a céu aberto como uma pequena “cachoeira” de esgoto em direção ao córrego.


O aposentado Anésio André também é morador da localidade e avalia que há mais de um ano o Barreirinho recebe esgoto em, pelo menos, três pontos diferentes.


“Este ponto, na encosta, onde a terra está preta, desce de manhã, quando os moradores se preparam para trabalhar, e ao fim do dia, quando voltam. Eu até criava peixes em uma represinha aqui no córrego, mas morreram todos”, conta o aposentado.

Livre de esgoto?


O córrego Barreirinho, que nasce ao lado do Jardim Ivone, no norte da cidade, está despoluído desde a administração Nilson Costa, no início da década passada. A instalação de interceptores que captam o esgoto e o levam para fora da cidade são ações que fazem parte, também, do atual programa de despoluição do Rio Bauru e seus afluentes.

O JC entrou em contato com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), responsável por consertos de vazamentos, que enviou uma equipe da divisão técnica para avaliar a denúncia. Segundo a assessoria de imprensa do DAE, o rompimento de um dos interceptores está provocando a “cachoeira” de esgoto que corre pelo córrego.Em nota, o DAE ainda explica que o interceptor danificado foi instalado em 2002 e que essas tubulações feitas de manilha estão sendo substituídas gradativamente por novas de PVC, material mais resistente. A Divisão de Planejamento da autarquia disse que, ainda ontem, enviaria um técnico para avaliar e solucionar o problema constatado no Barreirinho.


 

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