Internacional

EUA vão liberar fundos para combater Ebola em meio a temor de propagação global

Reuters
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Congressistas dos Estados Unidos concordaram em liberar 750 milhões de dólares de fundos de guerra para combater o Ebola no oeste da África, e mais sete pessoas foram internadas ontem no hospital de Madri onde uma enfermeira infectada com o vírus está seriamente doente enquanto cresce o temor global com a propagação do vírus.

Países que vão da Macedônia à República Tcheca e ao Brasil lidam com casos suspeitos, enquanto a Europa, os EUA e a Organização das Nações Unidas (ONU) se dedicam a tentar conter o Ebola.

Nesta semana, a morte da primeira pessoa diagnosticada com o Ebola nos EUA e a internação da enfermeira espanhola que foi a primeira pessoa a contrair o vírus fora do oeste da África mudaram a percepção da doença, antes vista por muitos como um problema local da África e agora como uma ameaça mundial.

Uma autoridade do alto escalão da ONU disse que a reação a um pedido de financiamento de um bilhão de dólares foi lenta e que é necessário acelerar o emprego de agentes de saúde treinados para enfrentar a crise na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

Mais de  4 mil mortos

O temor se espalhava pelo mundo diante da propagação do vírus Ebola, que já matou mais de quatro mil pessoas, enquanto a Espanha, onde ocorreu a primeira infecção fora da África, reforçava ontem a gestão de um momento “complexo e difícil”.

Na Espanha, chega a 17 o número de pessoas hospitalizadas, com apenas um caso confirmado - o da auxiliar de enfermagem Teresa Romero, de 44 anos. Na última segunda-feira, Teresa se tornou o primeiro caso de contágio fora do continente africano, após cuidar de dois missionários espanhóis repatriados em agosto e setembro.

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