O senador Marcelo Crivella (PRB) pediu anteontem à Justiça Eleitoral a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais feitas pelo Datafolha e pelo Ibope sobre a disputa pelo governo do Rio. Ele alega “erro grosseiro e indesculpável” nos levantamentos às vésperas do primeiro turno.
Ontem, o senador decidiu desistir da ação, mas ainda não protocolou o pedido de fim do processo, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio.
De acordo com a representação de Crivella, o suposto erro influenciou no resultado das eleições, “predispondo negativamente o candidato perante o eleitorado, em especial às vésperas da votação”.
O candidato do PRB teve 20,26% dos votos válidos, superando em 42 mil votos o deputado Anthony Garotinho (PR), que obteve 19,73%.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrava que Crivella tinha 22% das intenções de voto válidos, em empate técnico com Garotinho, que registrou 25%. A margem de erro era de dois pontos percentuais.
O Ibope, por sua vez, apontou no sábado que Crivella estava em terceiro lugar, com 17% das intenções de votos, contra 24% de Garotinho. No domingo, o instituto publicou pesquisa de boca de urna na qual o candidato do PR tinha 28% e do PRB, 18%. Ela foi divulgada após o fechamento das urnas.
A campanha de Crivella representou contra os institutos “pela prática de erro grosseiro e indesculpável perpetrado pelos representados (Datafolha e Ibope) na realização de pesquisa eleitoral, predispondo negativamente o candidato perante o eleitorado, em especial às vésperas da votação do primeiro turno, e no dia da eleição com pesquisa de boca de urna”.
O Datafolha e o Ibope afirmaram que não se pronunciariam antes da notificação.