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Vacinação na gestação previne várias patologias

Por Joyce Rouvier | Estadão Conteúdo*
| Tempo de leitura: 2 min

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A vacinação na gravidez pode e deve ser considerada como uma estratégia de saúde pública

No período gestacional, a mulher pode se precaver de várias patologias que poderão levar tanto a mãe quanto o recém-nascido ao óbito. Muitas dessas doenças são passíveis de imunização prévias e evitáveis. A vacinação consiste na aplicação de antígenos processados em laboratório, em um indivíduo e objetiva promover no organismo reações de imunidade, preparando-o para uma eventual invasão por microrganismos patogênicos. Hoje em dia é avaliada como grande responsável pelo declínio acelerado da morbimortalidade por doenças imunopreveníveis nas últimas décadas em nosso país.

Os principais objetivos da vacinação, na gestante, são a proteção da mulher grávida, livrando-a de doenças e complicações da gestação, e a proteção do feto, recém-nascido e/ou lactente, favorecendo-o com anticorpos para que possa resistir a infecções devido à baixa resistência do sistema imunológico. Entre as vacinas recomendadas para as gestantes, estão as vacinas contra o tétano, Hepatite B e a Influenza. Segundo os estudos, além dos aspectos sociais, fatores como situação socioeconômica desfavorável, alta rotatividade dos profissionais de saúde que dificulta o vínculo com o paciente, inadequação das consultas de pré-natal por insuficiência nas informações profissionais e/ou infra estrutura e recursos materiais, erros e omissões nos relatórios também contribui com a baixa cobertura vacinal.

A vacinação na gravidez pode e deve ser considerada como uma estratégia de saúde pública, já que representa uma oportunidade na prevenção de doenças em mulheres grávidas e em recém-nascidos Com relação às vacinas recomendadas para gestantes em situações especiais, como a vacina contra a poliomielite, por exemplo, é altamente imunogênica e eficaz e deve ser indicada apenas em situações especiais, devido ao risco elevado de infecção pelo vírus. As vacinas contra a febre amarela (vírus vivos atenuados) também não são recomendados para gestantes, exceto quando residem ou viajam para áreas de risco.

Referências

LOUZEIRO, E.M. et al. A importância da vacinação em gestantes: uma revisão sistemática da literatura no período de 2003 a 2012, R. Interd. v. 7, n. 1, p. 193-203, jan. fev. mar. 2014.

*Equipe Nutrição & Boa Forma

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