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Fernando Monti: “A possibilidade do registro de um caso da doença em Bauru é muito pequena” |
Uma reunião realizada ontem, em Bauru, teve como objetivo preparar a cidade para a doença que vem preocupando o mundo todo. O encontro entre o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, e representantes da direção do Hospital Estadual (HE) discutiu o procedimento para atender suspeitos com infecção do vírus Ebola.
Além do titular da pasta, estiveram presentes, representado o HE, os médicos Christiano Barros, Valeria Nagem Aragão e Lucas Marques Costa, e a enfermeira Aline Zanbonato Jorge. Ficou definido que será elaborado um documento em conjunto a ser divulgado entre os profissionais da rede pública de saúde, sobre as medidas a serem tomadas em caso de suspeita do vírus no município.
Entretanto, Fernando Monti fez questão de destacar que “a possibilidade do registro de um caso da doença em Bauru é muito pequena. O objetivo da iniciativa é apenas para a prevenção.”
A Secretaria Municipal de Saúde e o HE seguem na elaboração de um protocolo, cuja preocupação central é estabelecer as medidas corretas que vão em direção oposta ao senso comum dos profissionais de saúde.
Isolado
Isto porque, nos casos em que houver a suspeita de Ebola, o indivíduo deve ser mantido onde estiver, de forma isolada. Não deverá ser manipulado e nem deve ser submetido à coleta de material para exames ou qualquer procedimento intravenoso, mesmo para aplicação de medicação.
Ainda segundo Monti, após o indivíduo ter sido isolado no próprio local de atendimento, os órgãos de controle estadual e federal da área de Saúde deverão ser imediatamente notificados. Estima-se que o prazo para a chegada das equipes especializadas destes órgãos seja de duas horas ao local do registro da ocorrência.
Sintomas
Os principais sintomas da doença em seus estágios iniciais são febre, náusea e vômito, destacando novamente a observação de que só podem ser considerados suspeitos de terem contraído a doença aqueles que estiveram nos países onde foram constatados os casos ou que tiveram contato com pessoas que tiveram a enfermidade confirmada.
O protocolo deverá ser divulgado assim que concluído, em conjunto, pelas instituições locais, bem como será providenciado o treinamento das equipes de Saúde do município e distribuição de material de orientação em locais públicos para toda a população.
Preconceito
Outra preocupação do secretário Fernando Monti foi esclarecer que “a contaminação do vírus Ebola não caracteriza como uma doença típica de pessoas da cor negra. A infecção pelo vírus independe da etnia, ou seja, a possibilidade da confirmação de uma suspeita de alguém infectado só ocorre se essa pessoa esteve nos locais onde foi constatada a circulação do vírus e casos registrados, tais como os países africanos, Serra Leoa, Libéria e Guine Bissau, ou que tenham tido contato com pessoas confirmadamente infectadas pelo vírus.”
Esse esclarecimento, segundo o titular da pasta, se faz necessário a fim de evitar qualquer tipo de discriminação ou preconceito.
