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Inovadores buscam investidores

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

De um lado, quem possui o capital. De outro, quem tem a ideia. O encontro entre estes dois universos se tornou cada vez mais frequente devido ao aprimoramento e à popularização dos recursos tecnológicos. Por conta deles, jovens – e também adultos – se tornaram cada vez mais proativos e criativos, e têm encontrado nos investidores uma maneira de transformar projetos em produtos lucrativos. 

 

Foi assim que aconteceu com o Facebook, por exemplo, e até com uma empresa de tecnologia da informação de Bauru que, hoje, emprega mais de 70 funcionários e exporta softwares para 65 países. Ela, bem como muitas outras, começaram como “startups”, pequenas empresas ou mesmo grupos de pessoas em busca de um modelo de negócios inovador, mas ainda incerto, em que mercadorias possam ser produzidas em escala.

 

Para movimentar este mercado e dar oportunidade a estas mentes criativas, o Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru promoverá, em 8 de novembro, a 1ª edição do concurso “Embala Startups”. Coordenador do núcleo e também um jovem empresário, Victor Casaca explica que o desenvolvimento da tecnologia permitiu que as pessoas tivessem mais acesso ao conhecimento e, ao mesmo tempo, permitiu que elas pudessem elaborar projetos empreendedores.

 

“Antes, os jovens se preparavam para estudar, prestar vestibular, cursar uma faculdade e procurar emprego. Agora, não mais. As possibilidades que eles têm para gerar os próprios negócios são grandes. É uma mudança de paradigma que ganhou força nos últimos dez anos”, afirma.

 

Interesse

 

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Empreender Endeavor Brasil reforçou que, de fato, o interesse pelo empreendedorismo entre os universitários brasileiros já é uma realidade. Dos mais de 600 alunos ouvidos em 12 universidades de três regiões brasileiras, 64,6% se consideraram potenciais empreendedores ou disseram que já possuem seu próprio negócio em operação. 

 

Mas Casaca observa que, apesar de a grande maioria das startups serem comandadas por jovens voltados à área de tecnologia da informação, nada impede que adultos desenvolvam suas ideias também em outros segmentos e busquem investimento junto a empresas já consolidadas no mercado. “Há empresas ou projetos no ramo alimentício, de arquitetura, entre outros, que possuem grande potencial para crescer, mas que precisam de alguém mais experiente para orientar ou mesmo injetar dinheiro”, comenta.

 

Segundo o coordenador, trata-se de uma parceria lucrativa para os dois universos envolvidos, já que, quando o negócio dá certo, o investidor também terá direito a uma parcela dos lucros. “E o idealizador, por outro lado, não corre risco de sofrer prejuízos, o que ocorreria, por exemplo, se o negócio não desse certo e ele tivesse feito um empréstimo para investir. Já a empresa mentora, com conhecimento no setor, saberá detectar com maior propriedade se a ideia tem potencial para se transformar em um bom negócio”, completa.

 

Startup bauruense

 

Foi pela paixão por uma bauruense que James Chubb saiu dos Estados Unidos, há 11 anos. Até hoje o casal está junto e, neste meio tempo, o engenheiro da computação fez negócios. Começou com uma startup no ramo de tecnologia da informação que, atualmente, emprega mais de 70 funcionários, entre programadores e designers, além de exportar produtos para 65 países. “Começamos pequenos, eu e dois alunos de ciência da computação da Unesp de Bauru. Não tinha dinheiro, foi muito difícil por muitos anos. Cheguei a dormir no sofá da casa de amigos enquanto tentava vender minha ideia. A empresa tem escritórios nas Filipinas e nos Estados Unidos”, diz. 

 

Concurso foca mercado com ideias inovadoras

 

Pela primeira vez, o Ciesp de Bauru realiza, em 8 de novembro, o concurso “Embala Startups”, voltada a empreendedores com ideias inovadoras que desejem captar investidores para seus projetos. As inscrições seguem até 30 de outubro pelo e-mail eventos@ciespbauru.com.br.

 

O evento terá nove horas de duração e contará com palestras, mentoring individual (orientação de profissionais experientes) e treino de pitching em diversas áreas, para que os criadores dos projetos aprendam como apresentar seus negócios aos investidores. Ele terão a oportunidade de estreitar a rede de relacionamentos com vários especialistas e profissionais do mercado.  Com o objetivo de desenvolver o empreendedorismo, fomentar a criação de startups e aumentar a visibilidade deste mercado, o “Embala Startups” será gratuito e aberto ao público em geral, embora o foco sejam empreendedores. Mas, das 8h até as 13h, participam do evento somente aos 20 participantes selecionados para o concurso. 

 

Depois de se apresentarem para uma banca examinadora e investidores, todos receberão certificado de participação, mas apenas os cinco primeiros ganharão certificado de excelência, em que constará a colocação de sua startup no evento.

 

Indústria discute a exportação

 

Micro, pequenas e médias empresas do setor industrial terão a oportunidade de participar, pela primeira vez em Bauru, do evento itinerante do Programa São Paulo Exporta (SPEx), que visa ampliar a participação e melhorar o desempenho deste segmento no comércio exterior. 

 

Por meio de palestras e rodadas de negociação, o encontro tem objetivo de oferecer ferramentas de apoio para empresários que desejam ou estão começando a exportar.

 

O evento será no dia 30 de outubro, promovido pela diretoria regional de Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O encontro terá início às 8h30, com  seminário ministrado por especialistas sobre estratégias de exportação.

 

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