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Chuvas não ajudam a recuperar o Cantareira

Folhapress
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O fim de semana chuvoso não foi suficiente para ajudar a recuperação do sistema Cantareira, que vive a pior crise de sua história. Pelo contrário: o nível do sistema caiu 0,4 ponto percentual no sábado e no domingo, indo a 13,2%, segundo dados da Sabesp.

Isso ocorreu porque as chuvas não aconteceram em volume suficiente nos locais mais críticos, sobre os principais reservatórios. Outro problema é fato de o solo das represas estar muito ressecado, absorvendo boa parte da água da chuva antes de armazená-la -o chamado "efeito esponja".

Para os próximos dias, a meteorologia prevê aumento do calor, o que pode impactar ainda mais o sistema. Podem ocorrer pancadas de chuvas, sobretudo a partir de quarta-feira (29), mas elas não devem ser suficientes para aplacar a crise.

Na última sexta-feira (24), o índice que mede o nível das represas passou a contabilizar a segunda cota do volume morto - água das represas que, por ficar abaixo do ponto de captação, precisa ser puxada por bombas.

A água desta segunda reserva ainda não está sendo bombeada, mas a empresa decidiu incluí-la na conta, às véspera das eleições.

Quando passou a usar a primeira reserva, em maio, a Sabesp não usou o mesmo artifício - só começou a contabilizá-la quando efetivamente as bombas foram ligadas.

Sem a inclusão dessa segunda cota, o nível do Cantareira estaria em 2,5%, o mais baixo já registrado.

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