A Controladoria Geral da União (CGU) determinou a abertura de processo de punição contra a holandesa SBM Offshore - que afreta plataformas para a Petrobras -, a partir de uma sindicância instaurada em abril para apurar supostos pagamentos de suborno a funcionários da estatal com o objetivo de obter contratos, informou a CGU ontem.
Ao fim do processo, caso irregularidades sejam comprovadas, a holandesa poderá ser impedida de celebrar novos contratos com a Petrobras.
A SBM será notificada para apresentar sua defesa após a publicação da portaria de instauração do processo no Diário Oficial da União (DOU), prevista para os próximos dias.
A CGU ponderou, no entanto, que a SBM já a procurou com vistas a um possível acordo no qual se compromete a colaborar com as investigações. Caso o acordo seja fechado, a holandesa pode ficar livre de ser proibida de contratar com a Petrobras.
A controladoria, de acordo com nota publicada, também busca responsabilizar individualmente agentes que, por ventura, tenham se envolvido nos supostos atos ilícitos ligando a SBM e a Petrobras.
Auditorias internas das empresas concluíram preliminarmente que não houve evidências do pagamento de propina.