Regional

Ibitinga: padrasto e mãe são acusados de estuprar jovem com deficiência mental

Marcus Liborio e Henrique Tobias
| Tempo de leitura: 3 min

Um caso de estupro contra um jovem de 22 anos com deficiência mental chocou a cidade de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru). O abuso partia da própria mãe da vítima, R.A.M., 57 anos, e do padrasto, T.C.R.S., 58 anos. O ato sexual era filmado pelo casal, que permanece preso. A mãe confessou o crime.

A denúncia foi feita na terça-feira (11), após o jovem revelar a um primo mais velho que sofria abuso há anos. Em seguida, o parente procurou o investigador Marcos Vasconcelos para denunciar o estupro.

“Enquanto a ocorrência era registrada na delegacia, fomos até a casa dos acusados, que fica no Jardim Rafaela II. No local, encontramos vasto material pornográfico como tripé, câmeras filmadoras, pen-drive”, explicou Vasconcelos.

Segundo o investigador, todo ato sexual era filmado ou pelo padrasto ou pela mãe. “O material ficava trancado em um dos quartos da casa e somente o padrasto tinha a chave. Em 23 anos na polícia, nunca tinha visto uma coisa dessa. Nojento e triste”, lamentou.

Há suspeita de que as cenas de abuso registradas eram apagadas após o ato, mas acredita-se que ainda tenham arquivos que comprovem o crime em um computador apreendido na casa. O equipamento  passará por inspeção da Polícia Científica.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, apesar da guarda do rapaz estar com uma irmã, o jovem passava os finais de semana com a mãe e o padrasto, que estariam em um relacionamento há cerca de três anos.

Confissão

O casal foi levado à delegacia para prestar depoimento. Segundo o delegado de Ibitinga, Carlos Alberto Ocon,  a mãe confessou ter praticado abuso sexual contra o filho. “O padrasto nega, mas ela confirma.”

Ainda de acordo com o delegado, trata-se de um caso de abuso sexual grave. “É um crime considerado hediondo. Os dois irão responder por estupro de vulnerável, por terem se aproveitado das condições inferiores de discernimento do menino e obrigado ele a praticar sexo de várias formas”, explicou.

“Ouvimos também a vítima, que embora tenha deficiência mental, tem capacidade para se expressar e confirmou os abusos”, completou Ocon. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso, além do pedido de prisão temporária de 30 dias contra o casal.

A mãe foi encaminhada à Cadeia de Jaboticabal, enquanto o padrasto à Cadeia de Fernando Prestes.

“Algumas pessoas serão ouvidas nos próximos dias”, disse o delegado. Funcionários da escola especial em que o jovem frequentava também serão interrogados e a polícia aguarda o resultado do exame de corpo de delito, feito no Instituto Médico Legal (IML).


Outro caso

No final de outubro, outro caso de estupro envolvendo pai e filha, registrado em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), chocou a população da cidade e região. Na ocasião, um homem de 42 anos foi preso acusado de abusar da própria filha, de 12 anos, em área rural do município. De acordo com a Polícia Civil, os dois teriam vivido como casal durante os últimos três anos.

Com medo de não ter onde morar, a menina permaneceu calada durante o período em que foi abusada. Dois irmãos da vítima, de 14 e 15 anos, também viviam com o homem. A mãe, de 39 anos, e que atualmente mora em Bauru, teria se separado do pai em 2011. 

A situação só foi descoberta porque a adolescente fugiu para a casa da avó paterna, que acionou o Conselho Tutelar e denunciou o caso à Polícia Civil. Foi decretada prisão temporária de 30 dias ao acusado, que responderá por estrupo com três agravantes: a vítima ser menor de 14 anos e ser sua descendente, além do ato ter ocorrido de forma contínua.

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