Morreu neste domingo (23) aos 78 anos o ex-prefeito de Washington Marion Barry, que foi preso em 1991 fumando crack e voltou a se eleger após sair da cadeia. A causa da morte não foi divulgada. Sua carreira política começou na década de 1950, quando era estudante universitário no Tennessee. Quando chegou a Washington, organizou um boicote contra o aumento da tarifa de ônibus.
Barry tornou-se uma personalidade nacional quando foi membro do conselho escolar da Capital americana. Em 1977, quando era vereador, foi baleado por um grupo de muçulmanos durante um sequestro no prédio do governo.
Dois anos depois, ele tornou-se prefeito da Capital, com amplo apoio de eleitores negros e brancos, focando recursos em bairros pobres, priorizando contratos governamentais para empresas de negros e criando cargos na administração municipal.
Ele voltou a ser eleito em 1982 e 1986. Seu terceiro mandato foi marcado por acusações de casos amorosos, alcoolismo e uso de drogas. Vários de seus auxiliares foram condenados por corrupção.
Os problemas na gestão e o estilo excêntrico foram alvo de piadas de comediantes e críticas da imprensa. Barry sempre respondia negando os desvios e se dizia vítima de uma mídia racista. Anos depois, em sua autobiografia, Barry disse que era movido naqueles dias por “uma mistura de poder, atração, álcool, sexo e drogas”.
Em 1990, o prefeito foi flagrado por câmera da polícia em um hotel dando duas tragadas em um cachimbo de crack. Foi preso em flagrante por agentes do FBI. No julgamento, admitiu ter usado cocaína até 100 vezes, em meio a onda de crimes relacionados a drogas. Barry foi condenado a seis meses de prisão.
Barry foi casado quatro vezes e tinha um filho. Sofria de diabetes, teve câncer de próstata e passou em 2009 por um transplante de fígado.