Tribuna do Leitor

Armadilha na av. José Vicente Aiello


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Transito diariamente pela av. José Vicente Aiello por motivos de trabalho e, frequentemente, me deparo com uma "armadilha". Daquelas que só servem para engordar os cofres da "fábrica de multa" de trânsito de nossa cidade. Vou explicar: próximo ao cemitério do Ypê a velocidade máxima permitida é de 40 km por hora. Nem nas mais movimentadas e muito mais perigosas avenidas da cidade, leia-se Getúlio Vargas e Nações Unidas, somente para exemplificar, a velocidade máxima permitida é de 40 km por hora. Essa designação deve ser mais uma das obras "geniais" dos "iluminados" da Emdurb.

Nesse pedaço da avenida há uma curva e é aí que a armadilha fica. Frequentemente, no final dessa curva, fica uma viatura da Polícia Militar (com dois policiais) com um radar móvel, multando os degenerados motoristas que ultrapassam os exorbitantes 40 km por hora de velocidade. Não sou contra o controle de velocidade e acredito que o trânsito precisa ser mais disciplinado, mais daí a ficar escondido em uma curva somente para multar são outros quinhentos. Por isso considero uma verdadeira armadilha, existente somente para multar os motoristas que ali transitam. Se a ideia é educar o motorista, não há motivo para que o radar fique escondido. Nas lombadas eletrônicas e radares fixos, existem avisos muito anteriores que educam os motoristas avisando que à frente fica um instrumento de medida de velocidade o que faz com que ele diminua sua velocidade muito antes.


Penso que se o propósito é a educação dos motoristas, que o mesmo deveria ser seguido nessa avenida recém-asfaltada ou em qualquer avenida ou rua da cidade. Fico pensando, e se alguém puder me esclarecer fico grato, quem é que ganha com essa "cultura da multa"; alguém deve sair ganhando. A população em geral que já paga inúmeros impostos com certeza não é. Não sei se é recomendação da Emdurb, porém, se for, para mim não é estranho, pois é só verificar o trânsito de Bauru para se constatar a competência dessa autarquia e de quem a comanda. Se for iniciativa da Polícia Militar, considero um grande equívoco, sobretudo porque essa vem procurando atuar para resgatar sua credibilidade junto à comunidade e, certamente, essas ações não contribuem em nada para tal finalidade.

Eduardo Jr. - professor

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