Economia & Negócios

CasaAlta fará construção sustentável


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No dia 2 de dezembro, a CasaAlta Construções lançará em Bauru um novo projeto do grupo, a CasaAlta Construções Sustentáveis, que tem entre seus diferenciais o tempo exíguo de edificação de casas baseado no sistema alemão Wood Frame. Para demonstrar a tecnologia ao público, a estrutura de um imóvel - sem os acabamentos - será construída em apenas quatro horas.

A chamada tecnologia verde, amplamente utilizada na Europa e América do Norte, foi adaptada à cultura, normas e legislação brasileiras para permitir a expansão dessas obras, que entre outros benefícios, emitem 80% menos CO2 no processo e produzem 85% menos resíduos. Além disso, oferece eficiência térmica duas vezes superior às construções tradicionais.

Custos mais baixos, orçamento confiável e maior possibilidade de controle operacional da obra também são características deste processo construtivo, cujo prazo de execução chega a ser três vezes menor e menos sujeito a atrasos ligados às condições climáticas, segundo informações da empresa.

Neste modelo é possível oferecer ao mercado imóveis de médio e alto padrão, bem como casas no perfil social do Programa Minha Casa Minha Vida, com a tecnologia adaptada para atender as Faixas 1 e 2 do programa.

“As grandes dificuldades encontradas no meio tradicional de construção de casas, como custos e prazos incertos - situações comuns em um mercado dependente de mão-de-obra pouco qualificada e com baixos níveis de industrialização -, são eliminadas com a utilização deste sistema construtivo”, informa a assessoria de imprensa do grupo.

O que é

Importado da Alemanha, o sistema Wood Frame serviu de base para a tecnologia Tecverde, que consiste em uma forma mais eficiente, industrializada, rápida e sustentável de construção. Todas as paredes, lajes e cobertura das casas podem ser produzidas em fábrica. Mesmo com o controle industrial de produção, o sistema permite 100% de customização de cada projeto, conforme ressalta a CasaAlta Construções Sustentáveis.

As paredes são formadas por materiais com alta tecnologia e garantia de durabilidade e qualidade. Dentro da parede fica a estrutura em madeira autoclavada para proteção contra cupins e umidade. Essa estrutura recebe o preenchimento com isolamento térmico e acústico. Em ambas as faces são fixadas chapas estruturais de OSB (painel com tiras de madeira em camadas).

Na face externa são fixadas chapas de cimento, e sobre elas, qualquer tipo de revestimento, como tijolinhos, pintura, texturas, cerâmicas, etc. As paredes internas recebem gesso sobre as chapas de OSB, dando um acabamento fino e oferecendo resistência e solidez.

As lajes e coberturas também são produzidas em fábrica. Todos esses elementos recebem isolamento térmico e acústico integral. Outro diferencial do processo é que, após as lajes serem montadas na obra, recebem uma camada de concreto, eliminando todo e qualquer efeito de piso de madeira.

“Todo esse cuidado resulta em um perfil estético, de resistência, durabilidade, solidez e flexibilidade igual - ou melhor - ao de um imóvel feito em alvenaria”, destaca a empresa. Essa mesma tecnologia é utilizada em países como Canadá e Suécia há mais de 100 anos.

Entre as adaptações feitas no sistema para ser utilizado no Brasil estão os reforços estruturais nas paredes, o que as deixa mais robustas e permite a fixação de objetos em qualquer ponto - hábito comum entre os brasileiros. O fornecimento e montagem serão feitos pela Tecverde, empresa fundada em 2009 que trabalha com este método construtivo.

  • Serviço:

Quando e onde: Em Bauru, o sistema construtivo será apresentado no dia 2 de dezembro, a partir das 14h, com a construção de uma casa na rua Avelino Carneiro Lessa, 3-39, Vila Dutra, em apenas quatro horas.


Sustentabilidade

O Wood Frame foi escolhido entre outras tecnologias construtivas por ter sido o que melhor conseguiu reunir aspectos de industrialização, agilidade, conforto e sustentabilidade, segundo a empresa.

Além do prazo de construção ser três vezes menor em comparação ao tradicional, a emissão de CO2 cai até 80%. Após a entrega da obra, o morador ainda obtém economia de 20% a 25% a partir do sistema térmico-acústico, que oferece eficiência térmica duas vezes superior a uma casa convencional.

Toda a madeira utilizada é de reflorestamento e recebe autenticação do Ibama, afirma a CasaAlta.

 

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