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EUA: aumenta revolta contra policial inocentado de morte por sufocamento

Folhapress
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Milhares de manifestantes eram esperados nas ruas de Nova York na noite de ontem, o terceiro dia de protestos contra a violência policial, mesmo depois que promotores disseram estar cogitando acusar um policial por ter matado a tiros um homem negro desarmado em novembro.

A morte de Akai Gurley, de 28 anos, em uma escadaria às escuras no bairro do Brooklyn se somou a uma sequência de ações policiais envolvendo negros desarmados que inflamaram as tensões raciais nos Estados Unidos.

Desde quarta-feira, quando um júri de Nova York inocentou o policial Daniel Pantaleo por ter matado Eric Garner, homem de 43 anos e pai de seis filhos, com uma chave de braço em julho, a cidade testemunhou duas noites de manifestações raivosas, ainda que essencialmente pacíficas.

A decisão foi anunciada nove dias depois que outro júri se recusou a indiciar um policial branco pela morte de um adolescente negro desarmado em agosto na cidade de Ferguson, no Missouri, desencadeando tumultos no subúrbio de St. Louis.

Na quinta-feira, em Phoenix, no Estado do Arizona, outro negro desarmado foi morto a tiros por um policial branco durante uma briga, levando a protestos no local.

“O governo criou um monstro, e monstro agora está solto”, disse Soraya Soi Free, de 45 anos, enfermeira e ativista do Bronx que tem participado dos protestos nova-iorquinos.

Uma vigília por Gurley está marcada para a noite desta sexta-feira, e seu enterro será no sábado. O Reverendo Al Sharpton, líder de direitos civis, fará o elogio fúnebre.

O procurador federal do Brooklyn, Kenneth Thompson, declarou ontem que irá convocar um júri para analisar possíveis acusações contra o policial que matou Gurley, relatou o jornal Wall Street Journal. O policial, Peter Liang, afirmou que sua arma disparou acidentalmente.

O Occupy Wall Street, movimento surgido em 2011 para protestar contra a desigualdade econômica também iria participar de atos ontem.

Mais um caso

Um policial branco matou um homem negro desarmado no Arizona com dois tiros na última terça-feira, em mais um caso similar ao de Brown e Garner. Rumain Brisbon, 34 anos, teria sido detido sob suspeita de estar vendendo drogas.  Segundo o relatório policial, Brisbon tentou fugir durante a abordagem e negou-se a obedecer a várias ordens do policial branco de 30 anos, cujo nome não foi revelado, mas que tem sete anos de experiência.

Então, uma briga começou entre os dois homens enquanto o policial tentava prendê-lo.

“Durante a briga, Brisbon colocou sua mão esquerda no bolso e o policial segurou a mão do suspeito, mandando repetidamente que ele mantivesse a mão no bolso”, disse a polícia.

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