Um tumulto provocado dentro de uma escola estadual por pessoas que não são alunos da unidade terminou com a intervenção da Polícia Militar (PM), na tarde de ontem, na região da Vila Santista, em Bauru. Segundo a reportagem apurou, várias pessoas que seriam de uma mesma família teriam entrado na E.E. Plínio Ferraz e ameaçado a diretora, além de quebrar um dos vidros de uma janela da unidade.
O fato ocorreu por volta das 12h15 e, segundo o JC apurou, os manifestantes procuraram a gestora para cobrar explicações diante de uma suposta denúncia de furto, que teria culminado com a prisão de duas pessoas nesta semana. O registro policial, porém, afirma que o motivo da confusão foi a notícia pregada em um mural (leia mais ao lado).
Há alguns dias, um notebook foi furtado da unidade, ocasião em que a escola registrou a ocorrência na polícia.
O equipamento foi encontrado em posse de uma mulher de 43 anos, que acabou detida por receptação, conforme o JC noticiou na edição da última quarta-feira.
Ela também deve responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, juntamente com seu companheiro, após a polícia encontrar também entorpecentes na casa em que eles moravam, a poucos metros da escola em questão.
Posicionamento
Tanto o registro do furto quanto as ameaças e os danos ocorridos no início da tarde de ontem foram confirmados pela Secretaria de Educação do Estado. A pasta ressaltou que a escola apenas cumpriu seu papel como vítima de uma ocorrência de furto.
Vale lembrar, que o JC tem acompanhado de perto os casos de denúncias envolvendo violência no ambiente escolar. Nesta semana, a Diretoria Regional de Ensino (DRE) se reuniu com a Promotoria da Infância e Juventude para discutir a questão da violência e do tráfico de drogas no entorno e no interior das escolas estaduais de Bauru.
Na reunião, ficou acordado que a Polícia Militar deve continuar intensificando as abordagens nos horários de entrada e saída. A DRE também afirmou que vai pedir que a Polícia Civil intensifique as investigações sobre pontos de tráficos atuantes próximos às escolas.
Registro
Na Central de Polícia Judiciária (CPJ), o fato foi registrado pela Polícia Militar. Contudo, a causa da confusão teria sido outra.
Consta no boletim de ocorrência (BO) que o grupo teria invadido e danificado a janela da secretaria da escola e ainda ameaçado atear fogo à unidade. O motivo, segundo o registro, no entanto, não seria a denúncia. A causa da revolta estaria ligada ao fato de a notícia da prisão da acusada ter sido pendurada em um mural na sala de leitura da instituição.
Em tempo: o BO não identifica os autores do dano e das ameaças.