Nacional

'Corte noturno' de água deu sobrevida ao Cantareira

Por Eduardo Geraque | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A redução da pressão usada para distribuir água na rede de abastecimento da Grande SP foi até agora a principal estratégia de economia para o sistema Cantareira. Esse recurso, utilizado pela Sabesp muitas vezes sem aviso prévio, deixou milhares de casas sem água durante noites e madrugadas.

Ao mesmo tempo, ao "empurrar" menos água pelos canos, a estratégia reduziu o desperdício no sistema.

De dia, em especial nos horários de pico, a água precisa circular com alta pressão para chegar a todas as torneiras. Mas à noite essa pressão associada a torneiras fechadas é a receita ideal para que a água escape pelos canos.

Dados da Sabesp mostram que, por causa dessa ação, desde fevereiro 5,3 m³/s de água deixaram de sair do Cantareira, que antes da crise atendia 8,8 milhões de pessoas - agora são 6,5 milhões.

No ranking da redução da vazão do Cantareira, que, em nove meses, passou de 31,8 m³/s para 18,5 m³/s, outras duas ações se destacam:

1) casas antes atendidas pelo manancial passaram a receber água de outros sistemas, o que baixou a retirada do Cantareira em 4,3 m³/s;

2) quem reduziu o consumo passou a receber um bônus na conta de água, desconto que provocou uma redução de 3 m³/s no sistema.

Neste sábado (13), mesmo após a chuva dos últimos dias, o nível do sistema Cantareira voltou a cair - de 7,5% para 7,4% da capacidade. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) cogita sobretaxa a quem elevar o consumo de água.

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