Entrelinhas

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Da Redação
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Aumento

O JC noticia hoje o provável aumento salarial do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Dos atuais R$ 15,7 mil, o subsídio pode passar a R$ 22 mil por mês a partir de 2015. A medida deve ser tomada para garantir que os médicos continuem recebendo pelos plantões extras na rede de urgência e emergência de Saúde. Súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) publicada recentemente impede os pagamentos que ultrapassem a remuneração do prefeito. Sem a elevação do teto, ficaria mais difícil atrair os profissionais para o serviço além de suas jornadas regulares, gerando colapso ainda maior nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).


Arranjo

A partir de janeiro, a prefeitura já estaria proibida de pagar aos médicos salários maiores de R$ 15,7 mil. Portanto, há costuras entre o governo e a Câmara Municipal para que uma sessão extraordinária seja convocada já na primeira semana de janeiro. Deve partir, aliás, dos vereadores a iniciativa em propor o aumento ao salário de Rodrigo Agostinho, que resiste à ideia, é bom que se diga.


Abrir mão

O prefeito não esconde o desconforto diante do assunto e diz que, no próximo mês, dialogará de forma franca e transparente com os parlamentares nesse sentido. A alguns vereadores, ele teria admitido a possibilidade de, apesar do aumento salarial em lei, abrir mão de receber a diferença. Seria uma forma de afastar a impopularidade que a medida carrega.


Na região

Caso o aumento, de fato, leve o subsídio de Agostinho para R$ 22 mil, seu salário passará a ser o maior da região dentre os prefeitos. Atualmente, é bem inferior ao do de Jaú (R$ 19 mil) e ao da prefeita de Lençóis Paulista (R$ 16,1 mil).


Desconforto

Mesmo com a possível "defasagem" em comparação a outras cidades, a elevação da remuneração do chefe do Executivo de Bauru criará certo desgaste. A correção da inflação para os servidores públicos municipais em 2015 chegou a ser dúvida, mas agora já é dada como certa. Questões salarias e novas contratações, no entanto, estão sendo tratadas com muita cautela em função da proximidade dos gastos com pessoal com o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.


Retaguarda

Fora da presidência a partir de janeiro, Sandro Bussola (PT) foi escalado para atuar como uma espécie de ?líder sem pasta? do governo na Câmara Municipal, para atuar ao lado de Markinho da Diversidade (PMDB). Nos últimos meses, vereadores de partidos governistas do grupo vencedor da eleição da Mesa Diretora, do qual Sandro faz parte, vinham se rebelando contra o Palácio das Cerejeiras.


Na conta

Agora, além de terem vencido a disputa pelo comando do Legislativo, amparando Markinho, esses parlamentares tentam impor mais uma vitória contra o grupo adversário, que se intitulava como a base do prefeito Rodrigo Agostinho e, no pós-eleição, resiste a reconhecer a liderança no peemedebista, que se aliou aos ganhadores por imposição partidária em favor do novo presidente Faria Neto (PMDB).

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