Tribuna do Leitor

Copom


| Tempo de leitura: 1 min

Domingo pela manhã, na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília), entre o quilômetro 350 e 351, avistei próximo ao acostamento três cavalos. Ao chegar em casa, como rotineiramente faço toda vez que nesse mesmo trecho me deparo com tal situação, liguei para o Copom, o famoso 190, para informar a ocorrência. Quando fui atendido tomei um susto: falei com uma secretária eletrônica que me dava opções para caracterizar a ocorrência. O grande problema é que tentei falar com o atendente várias vezes, mas as opções informadas não completavam, até o ponto em que desisti de informar o ocorrido. À noite, quando estava voltando para casa, vi a Polícia Rodoviária no local, muito sangue na rodovia, fragmentos do veículo destruído no guincho e adiante o cavalo morto.

Eu gostaria de saber quem é o atual responsável pela Copom, pois antes deste serviço ser terceirizado ele contava com policiais capacitados que nos atendiam na hora da ligação e agora no lugar deles existe uma secretária eletrônica que não completa a ligação. Talvez se esse sistema da polícia não houvesse sido terceirizado o acidente de domingo não teria acontecido, pois daria tempo de a polícia retirar os cavalos do acostamento, pois a minha ligação fora de manhã. A irresponsabilidade do governo que não tem a sensibilidade da importância de serviços como o 190 pode ter contribuído com a morte ou a lesão grave de um condutor que trafegava por aquela região. O Copom é um exemplo de serviço que não deve ser entregue à iniciativa privada, pois trata-se de um dever do Estado. O que houve ontem foi uma vergonha e uma decepção!

Alexandre Bastos - professor

Comentários

Comentários