Saúde

Conta-Gota

JC Saúde
| Tempo de leitura: 3 min

Centrinho abre edital para
mestrado e doutorado

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru, abriu processo seletivo com 20 vagas para o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, sendo 10 para mestrado e 10 para doutorado. Os cursos têm por objetivo a formação de recursos humanos qualificados na área de concentração Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas e está voltado a profissionais de medicina, odontologia, fonoaudiologia, genética, psicologia e áreas afins da saúde e educação.

Linhas de pesquisa
O Programa tem sete linhas de pesquisa: Abordagem Clínica e Instrumental dos Distúrbios da Comunicação e Alimentação; Aspectos Psicossociais e Educacionais da Reabilitação; Diagnóstico, Intervenções e Cuidados; Funções e Disfunções do Sistema Estomatognático e das Vias Aéreas Superiores; Morfologia, Crescimento e Desenvolvimento Craniofacial; Prevenção e Genética; e Reabilitação das Deformidades Dentomaxilofaciais.

Formação dos candidatos
Os candidatos devem ter formação superior compatível com as linhas de pesquisa do Programa, disponibilidade de dedicação integral às atividades do curso e proficiência em língua inglesa. O processo de seleção inclui prova específica, questionários escritos, além de discussão e análise curricular. As inscrições serão recebidas no período de 12 a 23 de janeiro de 2015, de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h ou das 14h às 16h, na Secretaria de Pós-Graduação do Centrinho-USP, que fica na rua Sílvio Marchione, 3-20, Vila Universitária, Bauru (SP), CEP 17012-900. Também serão recebidas inscrições pelo correio, com data de postagem até o dia 22 de janeiro. O edital completo está disponível para consulta em www.centrinho.usp.br/hospital/posgrad (Processo Seletivo). Mais informações: ppg.hrac@usp.br ou (14) 3235-8434.

Dieta na pré e pós menopausa
Um número elevado de mulheres de meia idade de países altamente industrializados estão praticando comportamentos de transtorno alimentar. Transtornos alimentares normalmente mostram um curso crônico, prejuízo funcional e, parecem aumentar o risco de vários outros problemas de saúde como obesidade no futuro, desordens depressivas, tentativas de suicídio, desordens de ansiedade e, abuso de substâncias. Tal comportamento ocorre relativamente com frequência, mas não encaixa no critério para o diagnóstico de transtorno alimentar.

Fator de risco
Apesar de em vários estudos, a dieta restrita ter sido identificada como o maior fator de risco para mulheres jovens desenvolverem transtorno alimentar, até agora, trajetórias específicas de transtornos alimentares em mulheres de meia idade são desconhecidas. A transição da menopausa é um processo psicofisiológico e, apesar de pesquisadores terem encontrado que a percepção da atração não é influenciada pela idade ou status menopausal, mulheres pós-menopausa relatam atitudes menos positivas sobre suas aparências do que mulheres na pré-menopausa Além disso, de acordo com meta-análises, a autoestima parece estar associada com o transtorno alimentar.

Autoestima
Uma baixa autoestima, a qual significa senso de contentamento reduzido, autoaceitação e queda na autoapreciação, prediz altas taxas de transtorno alimentar em mulheres jovens e insatisfação corporal ou sintomas de bulimia nervosa em mulheres de meia idade. Estudos futuros podem ajudar a identificar grupos de risco para o transtorno alimentar nessa faixa etária, a fim de desenvolver opções de prevenção e tratamento para o mais vulnerável.

Transtorno alimentar e sintomas depressivos
Transtornos alimentares e desordens depressivas têm revelado forte associação. A vida de comorbidade entre os transtornos alimentares e as desordens depressivas é alta com uma estimativa de 40% para anorexia nervosa e 50% para Bulimia Nervosa. Em relação aos transtornos alimentares, os sintomas de comorbidade depressivos tem afetado negativamente o sucesso dos esforços de intervenções precoces. Vários tipos de relação tem sido hipotetizados e descritos entre esses os transtornos alimentares e os sintomas depressivos.

Modelos teóricos
Entre eles, destacam-se: transtorno alimentar e sintomas depressivos podem se desenvolver simultaneamente; sintomas de transtorno alimentar podem ser um fator de risco para sintomas depressivos e vice versa. Um número de modelos teóricos tem proposto quadros que levam em conta esses fatores de risco compartilhados e específicos incluindo modelos biológicos, cognitivos, regulação emocional e feministas. Em um todo, os achados revelam que enquanto a maioria das intervenções tem sucesso em atingir a queda dos sintomas de transtorno alimentar, menos da metade das intervenções foram identificadas como bem sucedidas em diminuir tanto o transtorno alimentar como os sintomas depressivos.

Comentários

Comentários