Internacional

Líderes marcham juntos para mostrar solidariedade após ataques na França

Reuters
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Philippe Wojazer/Reuters

O presidente francês, François Hollande, marchou com cerca de

40 chefes de Estado e de Governo

Centenas de milhares de cidadãos franceses foram acompanhados por dezenas de líderes estrangeiros, entre eles representantes árabes e muçulmanos, em uma marcha em Paris neste domingo (11) em homenagem às vítimas de ataques de militantes islâmicos ocorridos há poucos dias.

A marcha, iniciada por volta de 12h (horário de Brasília) e feita em silêncio, é uma demonstração de solidariedade e também reflete o profundo choque sentido na França e em todo o mundo diante do pior ataque islâmico em uma cidade europeia em nove anos.

Dezessete pessoas, incluindo jornalistas e policiais, perderam a vida em três dias de violência, que começou com um ataque a tiros no jornal satírico Charlie Hebdo na quarta-feira e terminou com a tomada de reféns em um supermercado judeu na sexta-feira. Os três homens armados também foram mortos.

As forças de segurança estão no mais alto grau de alerta para o evento, que tem a participação de cerca de 40 chefes de Estado e de Governo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, marcham com o presidente da França, François Hollande. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, e de Israel, Benjamin Netanyahu, também participam.

Mohamad Torokman/Reuters

Menina palestina mostra bandeira de sua nação durante a aglomeração

A presidente Dilma Rousseff solicitou ao embaixador do Brasil, José Bustani, que a represente no evento.

"Vai ser uma manifestação sem precedentes, que será escrito nos livros de história", disse o primeiro-ministro Manuel Valls. "É preciso mostrar o poder e a dignidade do povo francês, que vai clamar seu amor pela liberdade e pela tolerância", disse ele.

Enquanto isso, fontes turcas e franceses disseram que uma mulher procurada pela polícia francesa como suspeita dos ataques teria deixado a França vários dias antes dos assassinatos. Acredita-se que ela esteja na Síria.

A polícia francesa começou em uma busca intensiva para capturar Hayat Boumeddiene, de 26 anos, parceira de um dos atacantes, descrevendo-a como "armada e perigosa".

Canadá faz marcha silenciosa para homenagear vítimas de atentados em Paris

Agência Brasil

Em Montreal, segunda metrópole do Canadá, com mais de 1,5 milhão de habitantes, uma marcha silenciosa foi marcada para este domingo (11), às 11h (14h, em Brasília), em homenagem às vítimas dos ataques terroristas em Paris e pela defesa dos valores republicanos. Montreal é a principal cidade da província de Quebec, ex-colônia francesa, e onde o idioma francês é a língua mais usada pela população de quase 8 milhões de pessoas.

A marcha está sendo organizada pela comunidade francesa na cidade canadense, representada pelo Coletivo “Je suis Charlie Montréal”, com o apoio e a participação do cônsul-geral da França, Bruno Clerc. Os manifestantes partirão de um dos principais pontos turísticos de Montreal, a Praça das Artes, e seguirão até o consulado francês, onde farão um minuto de silêncio.

O cortejo ocorre no mesmo dia da grande marcha republicana na capital francesa, para a qual diversos líderes mundiais foram convidados. O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, será representado pelo ministro da Segurança Pública, Steven Blaney, acompanhado do representante de Quebec em Paris, Michel Robitaille.

Suspeita de terrorismo na França pode ter entrado na Turquia

Estadão Conteúdo/Associated Press/Dow Jones Newswires

Um oficial de inteligência da Turquia disse que autoridades do país acreditam que a namorada de um dos suspeitos dos atentados na França passou pela Turquia dias antes dos ataques e pode ter cruzado para a Síria.

Mais cedo, fontes do governo francês relataram acreditar que Hayat Boumeddiene, a namorada de um dos atiradores que morreu durante incursão policial para conter ataque a uma loja kosher na sexta-feira (9), deixou a França um dia depois do Ano Novo e chegou à Síria.

A fonte turca disse à reportagem no sábado (10) que uma mulher com mesmo nome da namorada de Amedy Coulibaly voou para Istambul no dia 2 de janeiro. Hayat Boumeddiene casou-se com Coulibaly em uma cerimônia islâmica não reconhecida pelo governo francês, que utiliza o nome de solteira de Hayat para se referir a ela durante as buscas.

Segundo o oficial da Turquia, a mulher se parecia com a foto de Hayat Boumeddiene distribuída pelo governo da França. Autoridades turcas acreditam que ela viajou para a cidade turca de Sanliurfa, perto da fronteira com a Síria no dia 4 de janeiro. Ainda conforme a fonte, depois disso, ela desapareceu.

O Ministério da Justiça francês emitiu na sexta-feira (9) alerta de procurados por Boumeddiene e Coulibaly pela ligação com o assassinato de uma policial perto de Paris na quinta-feira e o ataque à revista satírica Charlie Hebdo na quarta-feira. Mas as autoridades do país informaram ontem que não havia indicação de que Boumeddiene estava presente no cerco à mercearia kosher.

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