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Bola de Ouro: Cristiano Ronaldo é melhor jogador pelo 2º ano seguido

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 5 min

Ruben Sprich/Reuters

Esta é a terceira vez que Cristiano Ronaldo vence a premiação;

a primeira foi em 2008 e a segunda em 2013

Depois de muita pressão por parte do Real Madrid, Cristiano Ronaldo conseguiu o que tanto queria: venceu Lionel Messi para, pela segunda vez consecutiva, ser eleito como melhor jogador do mundo. A consagração veio nesta segunda-feira (12), na festa de gala da Fifa, encerrada com e entrega da Bola de Ouro de 2014 para o português.

Esta é a terceira vez que Ronaldo vence a premiação. A primeira, em 2008, ainda pelo Manchester United, foi quando o prêmio era entregue apenas pela Fifa. Messi venceu 2009 e nas três primeiras premiações desde que a escolha passou a ser feita de forma conjunta pela Fifa e pela revista francesa France Football.

Cristiano Ronaldo voltou a ser o melhor do mundo em 2013, ano em que Messi sofreu com lesão. Ficou, na época, a sensação de que não houve confronto direto. Agora, porém, não resta dúvida de que Cristiano Ronaldo foi melhor do que o argentino, vice-campeão na Copa.

O português sobrou na votação promovida pela Fifa. Recebeu 37 66% dos votos, contra 15,76% de Messi e 15,72% de Manuel Neuer, goleiro alemão do Bayern de Munique que era o candidato da tese de que o melhor do mundo em ano de Copa deve ser um campeão da Copa.

O prêmio entregue ao português, entretanto, consagra uma temporada que só não foi perfeita para Cristiano Ronaldo por causa do fraco desempenho de Portugal na Copa do Mundo. O craque finalmente conseguiu consagrar o seu estilo de jogo, combinando força e explosão físicas fora do normal com uma habilidade ímpar. Se há quem argumente que Messi é mais genial, não há como negar que o português mostrou-se completo no último ano: sabe driblar, chutar, passar, cabecear e bater faltas.

Só no Campeonato Espanhol foram 38 gols em 2014, exatamente um para cada rodada do torneio. Na atual temporada, os números são incontestáveis: 26 bolas na rede em apenas 16 partidas pela competição. Só na primeira temporada pelo Real Madrid (2009/2010) não teve média de pelo menos um gol por jogo no Espanhol.

Muitos dos gols foram decisivos. Na Copa do Rei, fez os dois da vitória por 2 a 0 sobre o Atlético de Madrid, na casa do adversário, no jogo de ida da semifinal. Machucado, não participou da final, quando o Real venceu o Barcelona.

Na Liga dos Campeões, foram incríveis 17 gols, sendo um nas quartas de final (sobre o Borussia), dois na semifinal (diante do Bayern) e o último gol do torneio, na decisão contra o Atlético de Madrid. Na ocasião, já não estava no auge da forma. Por isso, jogou a Copa do Mundo baleado, com lesão no joelho esquerdo.

Com seu principal jogador impossibilitado de resolver sozinho, Portugal foi eliminada na primeira fase. Menos mal que ele voltou a tempo de salvar a equipe nas Eliminatórias da Euro/2016 com dois gols decisivos, para garantir vitórias magras sobre Armênia e Dinamarca.

Fifa homenageia jornal francês e premia Löw como melhor treinador

Ruben Sprich/Reuters

Com 36,2% dos votos, Löw venceu dois treinadores de renome: Diego Simeone (19%) e Carlo Ancelotti (22%)

A festa de gala da Fifa, nesta segunda-feira (12), em Zurique, não ignorou o assunto do momento em todo o mundo. Em determinado momento do evento, o telão ao fundo do palco apresentou a inscrição "Je suis Charlie", frase também dita pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, em memória às vítimas dos atentados terroristas que assustaram a França durante a semana passada. "Eu sou Charlie" (na tradução para o português) foi, instantaneamente, a homenagem que passou a rodar o mundo depois do atentado contra a revista Charlie Hebdo, em Paris, na quarta-feira.

Passado o momento de homenagem, a festa voltou ao seu foco principal: a premiação dos melhores de 2014 no futebol. Ralf Kellermann, técnico do Wolfsburg, campeão da Liga dos Campeões, venceu como melhor treinador de futebol feminino apesar de ter recebido apenas 17% dos votos totais.

No masculino, a escolha também foi por um técnico da Alemanha: Joachim Löw, que levou a seleção do seu país ao título da Copa do Mundo do Brasil. Com 36,2% dos votos, ele venceu dois treinadores de renome: Diego Simeone (19%), que apresentou uma revolução tática no comando do Atlético de Madrid, e Carlo Ancelotti (22%), campeão da Liga dos Campeões com o Real Madrid.

"Sei que este prêmio não é só para mim. Estou levando por todos aqueles que me ajudaram. É consequência de muitos anos de trabalho duro. Gostaria de agradecer a todos os técnicos alemães que fazem tanto com os jovens jogadores todo dia", disse Löw, ao receber a taça.

O prêmio de Fair Play da Fifa, entregue no ano passado ao Afeganistão, desta vez foi para os voluntários que participaram da Copa do Mundo no Brasil. Já o jornalista japonês Hiroshi Kagawa, o mais velho a cobrir o Mundial do ano passado, recebeu o "prêmio do presidente", entregue por Blatter.

Marta bate na trave de novo e alemã é a melhor do mundo em 2014

Marta voltou a bater na trave na disputa pelo prêmio de melhor jogadora do ano pela Fifa. A brasileira, que ganhou por cinco vezes consecutivas entre 2006 e 2010, foi a segunda mais votada como destaque de 2014. Nesta segunda-feira (12), quem acabou consagrada na festa de gala em Zurique (Suíça) foi a meio-campista alemã Nadine Kessler, de 26 anos, destaque do Wolfsburg no bicampeonato europeu e no tricampeonato alemão.

Marta, de qualquer forma, chegou pela 11.ª vez consecutiva como finalista da Bola de Ouro. Terceira colocada em 2004 e segunda em 2005, Marta venceu de forma consecutiva entre 2006 e 2010, foi a segunda melhor de 2011 e 2012 e terceira de 2013. Na disputa pela Bola de Ouro de 2014, recebeu 14,16% dos votos, contra 17,52% de Kessler e 13.33% da norte-americana Abby Wambach, que vencera em 2012.

Neste ano, Marta voltou à Suécia para jogar pelo Tyresö e ajudou a equipe a chegar pela primeira vez à final da Liga dos Campeões da Europa, tendo marcado sete gols no torneio. Na decisão, balançou a rede duas vezes, mas o Wolfsburg, da Alemanha, garantiu o título.

Em julho, porém, Marta trocou de clube na Suécia e conquistou o título do campeonato nacional pelo Rosengard - o Tyresö encerrou as atividades por falta de dinheiro, no meio do torneio. O time está nas quartas de final da Liga dos Campeões e a brasileira vai reencontrar o Wolfsburg. 

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