Arquivo Pessoal/Reprodução Bruno Freitas |
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Laudo clínico da cocker Belinha (acima) atesta que o animal morreu vítima de traumatismo craniano e que sofreu hemorragia cerebral |
A morte de uma cadela gerou revolta em alguns moradores do bairro São João do Ipiranga, na região da avenida Castelo Branco e do Jardim Ouro Verde, quando ela teria sido espancada por um vizinho após escapar de casa e ir parar na residência do acusado, de onde teria saído bastante ferida. Ela morreu minutos depois. Um laudo clínico apontou que o animal sofreu traumatismo craniano (leia mais abaixo).
Segundo a denunciante, a cadela Belinha, uma cocker marrom de 4 anos, escapou quando a proprietária chegou em casa do trabalho por volta das 20h30. “Eu abri o portão e ela fugiu para a rua. Nisso, estava lá uma cachorra do morador da casa da frente. Elas se estranharam e começaram a brigar. A cachorrinha dele, que é mais ou menos do tamanho da minha (porte médio), fugiu para dentro do quintal da casa dela e a Belinha foi junto. Depois voltou toda machucada, com os dentes quebrados e sangrando muito. Agora, a minha cachorrinha está morta. Isso é revoltante”, diz a dona do animal, que pediu para ter a identidade preservada.
Um morador que estava por perto e passou em frente ao portão na hora do ocorrido testemunhou que o acusado teria agredido a Belinha.
Hemorragia cerebral
Ainda de acordo com a mulher, ela e a filha levaram a cachorrinha até uma clínica veterinária 24 horas localizada na avenida Castelo Branco, mas o animal não resistiu aos ferimentos e morreu.
Um laudo clínico, emitido pelo veterinário Tales Alfini da Silva, apontou que Belinha sofreu pancadas na cabeça, que resultaram em traumatismo craniano e numa hemorragia cerebral.
“Eu faço plantões 24 horas e quando me ligaram vim correndo para a clínica, mas a Belinha já chegou nas minhas mãos sem vida. Ela estava com ferimentos característicos de espancamento de chutes. Além do ferimento fatal na cabeça, ela estava com praticamente toda a arcada dentária quebrada”, relatou o veterinário.
Dois boletins de ocorrência foram registrados ainda durante a madrugada desta terça-feira (13). Um pela dona da Belinha e outro pelo vizinho, que denunciou a mulher e o marido por ameaça. O acusado não foi encontrado para dar entrevista e não teve a identidade informada.
Para o delegado Paulo Calil, que responde pelo caso, será instaurado um termo circunstanciado e a Polícia Civil irá ouvir as testemunhas, tendo em vista que um morador do local viu o acusado agredir a cachorra.
A natureza da ocorrência foi classificada como prática de abuso contra animais e será encaminhado ao Poder Judiciário.
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