Tribuna do Leitor

Os servidores e o Iamspe


| Tempo de leitura: 1 min

Há mais de três anos, os servidores públicos do Estado de São Paulo vivem um drama com o Iamspe, convênio público disponibilizado pelo governo estadual, porém os descontos transcorrem normalmente todos os meses sem problema algum. Não faz muito tempo os servidores eram supostamente bem atendidos pelo convênio, porém, após o escândalo envolvendo casos de corrupção, que por muito pouco não levou o Hospital de Base a fechar as portas, tudo mudou radicalmente. O servidor ficou cerca de um ano sem pronto-atendimento em Bauru, tendo que se deslocar para cidades vizinhas para ser socorrido. Hoje, embora a Beneficência Portuguesa esteja atendendo os servidores para emergência, está cada vez mais difícil conseguir consultas médicas, exames e qualquer outro atendimento.

Segundo alguns médicos conveniados seria arriscado disponibilizar exames e consultas, pois o Iamspe não repassa verba às clínicas, ou seja, o convênio dá calote nos médicos e, por causa disso, poucas clínicas ainda atendem pelo convênio. Liberam senhas e número de vagas mensais que não ultrapassa dez por mês. Existem servidores que só conseguem marcar consultas para daqui a seis meses. Alguns ainda precisam viajar para conseguir vagas de exames em cidades distantes de Bauru. O mais interessante é que, se o servidor optar em pagar a consulta ou exame, as vagas surgem de um dia para outro ou até mesmo na mesma hora.
O governo do Estado não dá opções e obriga os servidores a ter um convênio que, para muitos é caro. Descontam na folha de pagamento, mensalmente, mas não oferecem condições justas de atendimento aos servidores. Essa é a forma que o Estado tem tratado a saúde de seus funcionários.

Alexandre Bastos - professor

Comentários

Comentários