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Por enquanto, chuva afasta rodízio

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.

Carro na Nações com Rodrigues durante chuva de janeiro: mau tempo faz bem à recuperação da lagoa de captação do Rio Batalha

A tão esperada ajuda do céu fez efeito. Depois das chuvas que atingiram Bauru entre ontem e anteontem, a lagoa de captação do Rio Batalha conseguiu alcançar o nível recomendado, ou seja, 2,60 metros, às 7h da última quarta-feira. Nos dois dias, o IPMet registrou um acumulado de chuvas equivalente a 42,7 milímetros.

Diante disso, o rodízio no abastecimento d’água não será decretado por enquanto. Todavia, o nível do reservatório do manancial pode voltar a cair, já que tem propensão para tanto. Por conta disso, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) pede que a população faça uso consciente do líquido.

Conforme o JC já publicou, anteontem, a lagoa de captação do Batalha já havia ganhado 2 centímetros e atingido 1,90 metro. Segundo a autarquia, o aumento do consumo em razão das altas temperaturas contribuiu significativamente para a queda do nível do reservatório.

E vem mais chuva por aí. É o que informa o meteorologista José Carlos Figueiredo, do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet).

“Nós estamos esperando que, em todo o Estado, haja pancadas de chuva isoladas, inclusive com descargas elétricas, até começo de fevereiro”, argumenta. Diante disso, temperaturas continuarão mais amenas e não passarão da casa dos 30 graus.

Para hoje, a mínima será de 22 graus e a máxima, de 29. Outra boa notícia para os 130 mil bauruenses que recebem água do Batalha, já que as altas temperaturas contribuem para o aumento da evaporação do manancial.

Rescaldo

Ontem, a forte chuva causou alagamento entre as quadras 1 e 4 da avenida Alfredo Maia, na avenida Comendador José da Silva Martha com a rua Benevenuto Tiritan, na avenida Waldemar Guimarães Ferreira, no cruzamento da rua Aureliano Cardia com a avenida Rodrigues Alves e na Nações Unidas, mas não houve feridos.

Além disso, segundo o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, algumas ruas de terra dos bairros Alto Paraíso, Parque Viaduto, Pousada da Esperança, Parque Jaraguá, Vila Industrial e Parque Santa Cândida ficaram praticamente intransitáveis.

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru informa que a equipe de Divisão de Terraplenagem iniciou, ontem, a retirada de areia acumulada em alguns locais como na avenida Valdemar Guimarães Ferreira, na Vila Industrial, e entre as quadras 26 e 30 da rua Bernardino de Campos, no Parque Viaduto.

Já a Divisão de Drenagem trabalhou na desobstrução da redes de galerias.


‘Pipas’

Mais três veículos passam a compor a frota do DAE. Na entrega dos caminhões-pipa, ontem, estiveram o prefeito Rodrigo Agostinho e o presidente do DAE, Giasone Cândia.

Dois dos novos são equipados com tanques para transportar até 15 mil litros d’água. Já o outro tem capacidade de armazenamento equivalente a 8 mil litros. O valor do investimento é de R$ 656,8 mil. Agora, a autarquia conta com sete caminhões-pipa. Pedidos pelo 0 800 771 0195 (de fixo) ou 3235-6140 e 3235-6179 (de celular).


Chuvas isoladas

Nos últimos dias, só se fala em chuvas isoladas, fenômeno que se aplica quando chove em um ponto da cidade e em outro, nada. O meteorologista João Carlos Figueiredo explica como funciona. “Com umidade, as nuvens crescem e fabricam as chuvas. É aleatório, porque a distribuição do ar não é uniforme”, afirma Figueiredo.

Por outro lado, quando existe uma frente fria, as chuvas são bem distribuídas. “As chuvas nunca têm uniformidade, mas as frentes frias são sistemas organizados, que distribuem as precipitações para um estado ou uma região inteiros, por exemplo”, finaliza o meteorologista.

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