Regional

Chineses aplicam golpe superior a R$ 200 mil em empresa garcense

Jornal Comarca de Garça
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Cada vez mais os produtos chineses fazem parte da realidade dos brasileiros, sendo uma opção vantajosa para empresários nacionais, especialmente pelo preço competitivo e a grande margem de lucro que oferecem. Mas um fato ocorrido esta semana em Garça mostra que a importação de mercadorias fabricadas no oriente requer cuidados, e que é bom ficar de olhos abertos ao realizar a transação para não ficar no prejuízo, como ocorreu com a empresa Mac Loren.

 

O que parecia ser um “negócio da china” (termo que é sinônimo de um ótimo negócio ou um grande desconto na compra de uma mercadoria) se transformou numa grande roubada, provocando um rombo que pode chegar aos R$ 230 mil. O fato foi registrado na Polícia Civil de Garça, e segundo a denúncia, o golpe ocorreu na importação de matéria prima. No total foram adquiridas 43 toneladas da matéria prima usada na injeção de produtos plásticos fabricados na Mac Loren. Para surpresa do empresário José Lourenço, quando os dois caminhões estacionaram para descarregar o produto vindos do porto de Santos, ficou constatado que a mercadoria não era a solicitada. Dentro das centenas embalagens havia mármore moído.

 

O produto envolvido na transação internacional é o polipropileno, usada no processo de injeção de peças plásticas. Assim como inúmeros produtos chineses, a importação da matéria prima surgiu como opção vantajosa para a empresa garcense, que levou em conta o preço e a qualidade, comprovada através de amostra enviada pelos fornecedores antes da concretização da transação, feita através do agente importador Jorge Luiz da Silva.

 

Segundo a direção, após o teste da amostra envidada pelos importadores, a compra foi aprovada, seguindo todos os trâmites legais. O pagamento da carga, que totalizou R$ 206 mil, foi feito através de depósito bancário. Além de pagar o valor acordado, a Mac Loren gastou mais R$ 28 mil com despesas de armazenagem – a mercadoria ficou retida no porto -, transporte e agente importador.

 

Vencidos os trâmites burocráticos, a carga foi liberada e a entrega ocorreu na manhã da última quinta-feira. Para surpresa do empresário garcense, ao descarregar os dois caminhões verificou-se que dentro dos sacos haviam pedra moída no lugar de polipropileto. De acordo com a direção, alguns fatos ocorridos anteriormente levantaram dúvidas em relação a transação, mas em nenhum momento imaginou-se que poderia se tratar de um golpe.

 

A mercadoria foi despachada sem documentos que comprovassem sua origem, e quando o agente importador regularizar a situação não conseguiu mais contato com os importadores. Os supostos empresários já não atendiam mais telefone nem respondiam emails. Posteriormente descobriu-se que a empresa chinesa era fantasma. A falta de documentos fez a mercadoria ficar retida no porto, acarretando mais custos. Os containers teriam passado por pelo menos três inspeções nas docas, e amostras do produto foram retiradas para análise junto a órgãos que regulam esse tipo de transação. 

 

Assim que foi constatado que a carga não era a mesma adquirida, a direção da Mac Loren se recusou a receber a mercadoria. A preocupação é que o produto tenha algum tipo de contaminação. Sem muitas esperanças de recuperar o dinheiro pago aos golpistas chineses, o proprietário José Lourenço diz que sua preocupação agora é evitar que seu prejuízo aumente ainda mais. Além de todos os transtornos, a Mac Loren ainda corre o risco de ser autuada pela Receia Federal.

 

 

 

 

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