Tribuna do Leitor

Reforma política ou apenas eleitoral?


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Nossos nobres deputados estão "super" empenhado em votar a reforma política até março de 2015, mas deveriam mudar o nome da proposta para reforma eleitoral, pois trata de temas como fim da reeleição, financiamento de campanha e fim das coligações proporcionais, temas de total interesse partidário. Acredito que isso pode ser um começo, mas não é o suficiente, afinal, a população quer falar de outros temas. Por exemplo: diminuição de cadeiras, há necessidade de 512 deputados federais? Há necessidade de 94 deputados estaduais em São Paulo? Há necessidade do número mínimo de vereadores sere 9, mesmo em cidades pequenas? Afinal, tenho certeza que a economia seria muito grande, o povo brasileiros e sua maioria nem imagina, aliás, nem sonha receber um dia R$ 33,7 mil reais por mês, isso é apenas a ponta do iceberg. Parlamentares têm direito a ajuda de custo, cotão, auxílio moradia e verba de gabinete para até 25 funcionários. É isso mesmo! Estamos falando do salário e benefícios apenas dos deputados federais.

E os ministros de Estados, secretários e Gabinete da presidente? São mais 40 cargos comissionados, sem contar assessores e afins, que somam quase 22 mil cargos de livre nomeação. No Estado de São Paulo não é muito diferente, são 25 secretarias de Governo, e os cargos de livre contração são de 8.167, sem contar as contas da administração indireta, que podem chegar a 14.700 cargos (Fonte - Folha de São Paulo).

Acredito que a reforma política passa por diminuição de cargos e cadeiras de políticos, sem falar em salários e regalias. Espero que nossos políticos vejam isso, que nos passem mais credibilidade, que parem de alimentar o ódio entre PT e PSDB, que façam leis, projetos que beneficiem a população, e votem sim ou não quando necessário, independentemente de quem tenha proposto, afinal, são líderes da nação, cada qual com seu ideal, cultura, moral e crenças, mas que nunca esqueçam que o que importa é o povo brasileiro!

Vejo com bons olhos a tentativa de se fazer reforma política, porém, dos temas tratados aquele que mais agrada debater é o financiamentos de campanha, pois acredito que a melhor forma seria o financiamento próprio, com recursos dos candidatos, cada candidato que arque com sua campanha, nada de dinheiro de empresas e terceiros, muito menos dinheiro dos nossos impostos financiando campanha.

Fabrício Rodrigues

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