São essas as principais manchetes jornalísticas nas mais variadas mídias de notícias do Brasil. A indústria está desacelerada, o clima parece que resolveu se rebelar e os "apagões" estão ficando cada vez mais frequentes.
A indústria está amargando uma das piores crises da história, desde a década de 1950. A manufatura de larga escala é a locomotiva do crescimento econômico e o principal indicador da estabilidade econômica do País.
A privilegiada indústria brasileira utiliza-se de energia e água em abastança para ser essa grande locomotiva de gerar riqueza e desenvolvimento. Mas as notícias não têm sido nada animadoras e, há algum tempo, essa disposição de água e energia que impulsionam a locomotiva industrial brasileira, tem dado sinais de cortes na tração.
A falta de políticas governamentais somadas à falta de cultura de empresas e populações, em não zelar pelas fontes energéticas limpas e pelos sistemas hídricos tem colocado a economia brasileira em situação desconfortável e em estado de recessão. O ano de 2014, foi de incertezas climáticas, turbulências econômicas e políticas e, 2015 mal começou, e as expectativas não são nada animadoras para essas questões que influenciam diretamente o setor produtivo brasileiro.
Os reservatórios superficiais de água estão baixando, os sistemas aquíferos estão sofrendo rebaixamento, o comando político do Brasil anda desconexo dessas questões e por cima, uma série de denúncias de corrupção tem causado muita agitação na economia. Alguns "blackouts" têm ocorrido em várias regiões do País, demonstrando o risco de um colapso energético afetando todo o sistema produtivo e provocar uma crise gigantesca na economia.
Alguns especialistas de finanças já falam em uma crise econômica sem precedentes com riscos de paralisação comercial por conta desses fatores naturais. A questão é simples e qualquer leigo consegue entender, sem água não existe energia, sem energia não há produção e sem produção não há economia forte.
Nunca o setor produtivo brasileiro sofreu tanto com os fatores ambientais como atualmente. Isso deixa evidente a necessidade de haver politicas corporativas eficazes nos empreendimentos empresariais. Não só por uma questão ecologicamente correta, mas pelo simples fato de que, a produção depende diretamente das questões ambientais para se manter e gerar riquezas.
O autor é especialista em sustentabilidade corporativa, autor técnico e colaborador de Opinião