O aterro sanitário de Bauru ganhou mais dois meses de uso. A decisão foi tomada em reunião finalizada há pouco, em São Paulo, na presidência da Cetesb. Nos próximos 60 dias, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) terá de encontrar uma solução para o destino do lixo recolhido na cidade.
É possível que o chefe do Executivo encaminhe, neste prazo, um novo projeto para aumentar a sobrevida do aterro, embora a companhia seja relutante em relação à proposta. O presidente da Cetesb, Otávio Okano, recebeu na manhã de hoje não apenas o prefeito, como também o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Nico Mondelli, a titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Lázara Gazzetta, e o vereador Artemio Caetano Filho (PMDB).
Agora à tarde, também em São Paulo, Rodrigo Agostinho e Nico Mondelli passarão pela sede do Comando Aéreo Regional (Comar) da Aeronáutica, cuja sede fica no Rio de Janeiro. Eles aguardam uma posição do órgão para implementar um novo aterro sanitário ao lado do atual. No entanto, como a área fica a 12 quilômetros do Aeroporto Moussa Tobias, a autorização da Aeronáutica é imprescindível para que a Cetesb receba a proposta.
Enquanto isso, a companhia analisa recurso da prefeitura contrário às multas cobradas há uma semana. Desde então, Bauru paga R$ 4.250,00 de multa diária para depositar o lixo no atual aterro sanitário que, até a reunião desta manhã, seria interditado dia 25 de março.