Tribuna do Leitor

Aluno de escola pública de São Paulo é prejudicado pelo processo de avaliação


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Paulo Henrique, 25 anos, aluno especial do Ceeja de Bauru, educação de jovens e adultos, não pôde se matricular no curso de meteorologia da Unesp, depois de enfrentar com coragem o vestibular de 2015, porque faltava concluir apenas algumas matérias no Ceeja - um sistema apostilado com provas avaliativas para a conclusão do ensino médio - porque o diretor da escola dificultou o que pôde a sua conclusão. O aluno em questão teve bom desempenho no Enem, passou no vestibular da Vunesp, processo seletivo da Etec, é carente, teve que parar de estudar para trabalhar, é vítima de uma doença que causa transtornos e mesmo com todas outras dificuldades está na luta para conseguir o seu lugar ao sol.

Em todos esses processos em que ele obteve sucesso houve um acompanhamento de acordo com as suas necessidades especiais, mas infelizmente perdeu a vaga e a certeza de um futuro melhor no âmbito do ensino médio que estava matriculado no Ceeja de Bauru. Esse diretor, em gestão autoritária e pouco pedagógica, deve ser avaliado por professores, alunos e comunidade por seus atos.


Peço a todos um comentário de apoio ao jovem prejudicado e um conselho para esse diretor repensar suas atitudes cheias de vontade. Não bastasse a falta de atenção às suas necessidades especiais por conta da lei que dá o amparo ainda estar em trânsito para ser homologada, os critérios de avaliação no sistema, diagnóstico que passa qualquer aluno da escola pública, não foram aplicadas a ele e sim foram feitas avaliações com critérios exaustivos, punitivos e mensurativos para a conclusão do ensino médio a que ele tem direito.


Casos como o do Paulo Henrique devem ter vários por todo Estado, a equipe gestora da escola devia orientar os professores a finalizar o curso do ensino médio com provas focadas de acordo com o curso que o aluno foi aprovado, portanto, devemos lutar politicamente para que tenhamos uma legislação que atenda às reais necessidades dos alunos, com destaque aos alunos tidos como especiais, do contrário estaremos vivendo uma falsa inclusão social.

Cleilde da Cruz Sangregório (mãe).

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