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Escândalos políticos

Terezinha Santarosa Zanlochi
| Tempo de leitura: 3 min

São poucos... por volta de três ou quatro dezenas: Mensalão; mensalinho; dos aloprados; do petrolão; do apagão aéreo; dos Correios; do caseiro Francenildo; da Erenice 6%; do Palocci virar milionário da noite para o dia; da Oi/Telemar, sócia do filho do ex-presidente que mudou a lei permitindo a compra da BrT; do prefeito de São Bernardo; do BNDES financiar um porto em prol de Cuba; de renegociar o contrato de Itaipu em prol do Paraguai; de deixar a Bolívia do "Querido Evo" expropriar a Petrobras; de transferir dinheiro da Saúde para Cuba; de comprar caças superfaturados; de alterar perfis da wikipedia de críticos ao governo; de defender um traficante que peitou a soberania do país que ele pretendeu, por várias vezes, emporcalhar; de impor sigilo aos gastos dos cartões corporativos; de fazer plano de previdência para os netos com cartão corporativo; do Ministério dos Transportes; do Ministério da Pesca; dos gastos da Rose, "amiga" do ex-presidente; da refinaria de Pasadena; dos bilhões emprestados para o Eike; dos mais de 54 milhões de analfabetos, criminosos e eleitores desinformados que recebem bolsas e benefícios governamentais financiados com o dinheiro de brasileiros honestos, cujos votos prenderam, de novo, a nação com a administração mais corrupta e salafrária da história do Brasil.

Que gente é essa? Aquela que lutou pela resistência democrática nos anos de chumbo? Que tanto admirávamos pelo patriotismo e pela demonstração de amor à nação brasileira? Eu estudava na USP, em São Paulo, e eles eram nossos ídolos! Quando eles apareceram no cenário político, acreditávamos que seriam diferentes, em função da história de vida deles. Mas hoje temos certeza que, se antes eles eram contra a ditadura, agora eles são contra o povo, de qualquer classe social.

Viraram os desprezíveis burgueses que tanto combatiam, que odeia o populacho e se regozija em extorqui-lo o quanto mais puder, como se somente o povo fosse culpado pela ditadura, pelos burgueses, pela pobreza e pelos governos sempre corruptos, por uma democracia execrada e até pelos votos conscientes, obrigatoriamente depositados nas urnas e, posteriormente decepcionados...

Quando votamos em vocês, acreditamos que seriam mais fortes que a volúpia incontrolada diante da imensidão de dinheiro, gerada pelos impostos extorsivos depositados pela parte honesta de brasileiros, cujo dever seria gerenciar com probidade. Ledo engano! Entretanto, nem vocês resistiram à cooptação que o dinheiro faz, tornando-se todos obsessivamente trilhardários... Tão desonestos e furbos (dissimulados, cínicos) que mudam as leis, para livrar um mano da justiça comum a todos.

Não existe mais "direito" na Justiça. Existe oportunismo e benesse. É possível que a nossa pseudo-democracia inaugure um novo modelo, reduzindo-se somente a dois poderes no governo: o Executivo e o Legislativo, para serem mais corporativos ainda e trabalharem duro em causa própria, sem ninguém para incomodar quem lá está, porque "o povo é mero detalhe". Pobre gente brasileira!


Sofre a vergonha nacional e, de quebra, sofre também a internacional, expropriada em seus valores morais, financeiros, de credibilidade humana e soberania, mortalmente ferida em sua dignidade e honradez. Viva a Indonésia!

A autora é professora doutora em História

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