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Título da Liga das Américas consolida o Paschoalotto/Bauru como time a ser batido

Thiago Navarro
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Thiago Navarro

O presidente da Paschoalotto Serviços Financeiros, Rodrigo Paschoalotto, e o técnico Guerrinha durante o Final Four da Liga das Américas 2015 no Maracanãzinho

“As duas vitórias sobre o Flamengo no NBB, em janeiro, marcaram a passagem de bastão do Flamengo para o Paschoalotto/Bauru na hegemonia do basquete nacional. Tivemos um período dominado pelo Brasília, depois um ciclo vitorioso do Flamengo, e agora, independente se vai ser campeão do NBB, já temos uma temporada vitoriosa e uma nova era no basquete”, afirma Rodrigo Paschoalotto, presidente da empresa Paschoalotto Serviços Financeiros, patrocinador máster do Bauru Basket.


Quando começou a contratar nomes de peso para o time, ainda na temporada 2013/14, somando-se a bons valores que já estavam em Bauru (Larry Taylor, Ricardo Fischer e Gui Deodato, por exemplo), os dirigentes da empresa lembraram que estavam dando o respaldo necessário, mas cobrariam bons resultados. “E de cobrança a gente entende”, frisou Rodrigo à época da contratação do pivô Murilo Becker, em junho de 2013. Poucos meses depois, em dezembro, o Paschoalotto/Bauru sagrava-se campeão paulista, encerrando jejum de títulos.


Na virada para a temporada 2014/15, o time foi às compras e trouxe os alas Robert Day e Alex Garcia, o pivô Rafael Hettsheimeir e o ala/pivô Jefferson, colocando a equipe como favorita a ganhar o que estivesse pela frente. “Nosso objetivo é ganhar títulos”, afirmara o dirigente em junho passado. E os resultados vieram rápidos, com o Paulista, Liga Sul-Americana e agora a Liga das Américas (a Libertadores do basquete) – ambos de forma invicta, com Bauru fazendo um feito inédito, o de ‘unificar’ as duas principais competições continentais, vencendo-as na mesma temporada, e de maneira invicta, com oito triunfos em cada.


De quebra, o time ainda conquistou os Jogos Abertos, a Copa dos Campeões das Américas, sobre o Flamengo (da qual Rodrigo se refere em sua fala após o título de domingo), e tem a reta final do Novo Basquete Brasil (NBB) 2014/15 e o Interligas Brasil-Argentina para fechar a temporada. Além, é claro, do Mundial, que será entre setembro e outubro.


“Nosso time não é imbatível, a gente pode perder. Mas é um time difícil de ser vencido. E se perder, que seja em uma hora que pode, digamos assim, chegando forte em playoffs. Quando a maré é boa, você tem de surfar em cima dela. E comemorar os títulos, mas tem que ser rápido também, porque em seguida já tem novos campeonatos, no caso agora o NBB segue”, lembra Rodrigo Paschoalotto.


Sequência


O contrato da Paschoalotto com o Bauru Basket vai até junho de 2016, mas a própria empresa já sinaliza renovar por mais tempo. Tanto que alguns atletas possuem vínculo com a agremiação até 2018, como Alex e Hettsheimeir. “No momento certo nós vamos sentar com os diretores do time, com os outros diretores da Paschoalotto e acertar isso. Se dependesse de mim ficaria até 2030, mas claro, há outras pessoas envolvidas”, pondera Rodrigo.

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