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Meninas são a maioria no novo Serviço de Acolhimento

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Unidade já conta com 17 abrigados, sendo que dez são meninas

Das 20 vagas disponíveis, o Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes Santa Maria, inaugurado na manhã dessa terça-feira (24) na Vila Independência, já conta com 17 abrigados. Destes, dez são meninas.


A instituição, resultado do trabalho de cooperação entre Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) com a Associação Comunitária São Francisco de Assis, funciona como uma residência comum, em uma tentativa de manter um convívio próximo ao familiar aos abrigados, que frequentam escolas, comércio e exercem outras atividades comuns a pessoas da faixa etária.


O público atendido são crianças e adolescentes até 17 anos e 11 meses, de ambos os sexos, em situação de risco pessoal e social, afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva. Uma das prioridades no direcionamento das vagas é a permanência de irmãos juntos.


Vários são os motivos para a determinação da medida, tais quais agressões físicas e morais, como violência sexual e estado de abandono - passando pela situação de crianças utilizadas para pedir esmolas pelas ruas da cidade – e desagregação familiar, que envolve vícios dos pais ou responsáveis em álcool e outros tipos de drogas, como o crack.


De acordo com a titular da Sebes, Darlene Tendolo, o custo para a manutenção do serviço é R$ 356 mil por ano, com uma contrapartida da Associação Comunitária e verbas destinadas pelos governos municipal, estadual e federal.


Escola e médico


A frequência dos atendidos nas escolas e nas consultas médicas é assegurada pelo novo serviço, que assume a responsabilidade sobre suas crianças e adolescentes. Conforme determinação judicial, no período de abrigo, a instituição se torna guardiã durante o período de abrigo.


Segundo Darlene Tendolo, um dos objetivos do trabalho ser feito com, no máximo, 20 abrigados é a aplicação do Plano Individual de Atendimento (PIA), que pode levar até dois anos para que a Justiça determine se haverá uma reinserção familiar. Em alguns casos, por determinação judicial, não há qualquer vínculo neste período, como, por exemplo, em casos decorrentes de estupro.


A greve deflagrada por funcionários e servidores públicos municipais (leia mais na página 5) não alterou o cronograma de inauguração. Apenas o horário foi antecipado para 8h30.


Unidades e atendidos


Com a inauguração dessa terça (24), Bauru disponibiliza o total de sete unidades de Serviço de Acolhimento, com 20 vagas cada uma, e duas unidades de Serviço de Acolhimento Familiar para Crianças e Adolescentes, com total de 30 vagas. Atualmente, 130 crianças e adolescentes são atendidos, sendo 17 na nova unidade.

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