DECISÃO 55 ANOS DEPOIS
A decisão do Campeonato Paulista de 2015, entre Palmeiras e Santos, remete a nostalgia. Eu estava no Pacaembu, ao lado do meu inesquecível pai Eduardo, quando o Verdão venceu o Peixe e conquistou o título de 1959 (ler memória). Portanto, a última vez que os rivais não se encontram em uma final estadual foi há 55 anos. De 1958 até 1969, o Santos de Pelé, a Academia palmeirense e o Botafogo de Garrincha dominaram o futebol nacional. O primeiro jogo será domingo, às 16h, no Allianz Parque. Sete dias depois, no mesmo horário, na Vila Belmiro, será conhecido o campeão. A ideia era fazer dois jogos na Capital, a pedido da PM e para atrair público maior no jogo de volta, mas o Santos fez prevalecer seu direito. Não seria legal tirar o filé do torcedor santista, após ele ter comparecido durante todo o Paulistão. A Vila é a casa, o alçapão do Peixe, temido pelos adversários. Essa é a sétima vez seguida que o Santos chega à decisão, quando tenta o 21º título paulista para se igualar ao São Paulo. O Palmeiras foi campeão 22 vezes, a última em 2008, e o Corinthians, 27.
EXAGERO
Tite leva tanta fé no seu taco que chega a exagerar. No clássico de domingo, sem poder contar com Guerrero e Emerson, o comandante não devia poupar ninguém, escalando Elias e Renato Augusto desde o início porque o Corinthians estava garantido como 1º colocado do Grupo 2 da Libertadores, com 13 pontos. O São Paulo tem 9 e o San Lorenzo, 7 - ambos disputam a segunda vaga da chave.
CHAMPIONS
Se a lógica não falhar, o Barcelona avança para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa. Afinal, joga no Camp Nou, completo, e pode perder para o Paris Saint-Germain por 2 a 0, porque ganhou de 3 a 1 na França. O meia Iniesta e o lateral Daniel Alves voltam ao time catalão, que tem como trunfos Messi, Neymar e Luís Suárez. Já o PSG não conta com Thiago Silva e Thiago Motta.
REPERCUTE
Com um passado recheado de glórias, o Noroeste estreou mal na Quarta Divisão. Por onde andei, ontem pela manhã, a derrota do centenário Alvirrubro para o Assisense foi mais assunto do que as semifinais do Campeonato Paulista. E não adianta criticar, desdenhar, o negócio é apoiar o clube. Quero parabenizar os noroestinos apaixonados (cerca de 60) que estiveram domingo em Assis.
TELINHA
O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, negocia com a Rede Globo novo horário para o jogo de quarta-feira: às 21h30 e não mais às 22h. Meia hora já ajuda bem, jogo às 10 da noite já foi bom. Globo e CBF gostaram do horário das 11h de domingo, em que o Palmeiras atuou duas vezes.
CHACINA
Segundo a Polícia Civil, a ordem para executar os oito corintianos da torcida organizada Pavilhão 9 partiu de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios da Capital. As vítimas eram responsáveis por pontos de tráfico de drogas na região da Ceagesp, na Zona Oeste de São Paulo. Os membros da Pavilhão 9 se vestem com roupas de detentos, com listras em preto e branco e alguns usam até algemas fictícias. Fazer apologia ao crime dá nisso.
MEMÓRIA
Final do Paulistão de 1959: Palmeiras 2 x 1 Santos, no Pacaembu, gols de Julinho e Romeiro. Pelé para o Peixe. Árbitro: Anacleto Pietrobon. Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo; Zequinha e Chinesinho; Julinho, Américo, Romeiro e Nardo. Técnico: Osvaldo Brandão. Santos: Laércio; Getúlio, Urubatão e Dalmo; Zito e Formiga; Dorval, Jair, Pagão, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Valdir Guaru e galera do Bar do Fernando.