Internacional

Brasileiro e outros 7 condenados à morte na Indonésia são executados

Reuters
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 Oito condenados à morte na Indonésia por tráfico de drogas, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte, foram executados na madrugada de hoje (horário local), mas uma filipina que também estava no corredor da morte foi poupada de forma inesperada.

 

Gularte, que ficou preso por 10 anos na Indonésia, tornou-se o segundo cidadão brasileiro a ser executado no país asiático neste ano, após o fuzilamento de Marco Archer, em janeiro, também condenado por tráfico de drogas.

 

Recrutado por um traficante de drogas, o paranaense foi preso em 2004 ao tentar entrar no aeroporto do país com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

 

As penas de morte foram condenadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e abalaram os laços da Indonésia com o Brasil e a Austrália, que teve dois cidadãos executados. A execução de uma filipina também condenada à morte por tráfico de drogas foi adiada na última hora, depois que uma de suas recrutadoras se entregou à polícia nas Filipinas.

 

“A execução de Mary Jane (Veloso) foi adiada porque houve um pedido do presidente filipino relacionado a uma criminosa suspeita de tráfico humano que se entregou nas Filipinas”, disse o porta-voz do procurador-geral, Tony Spontana. “Mary Jane foi chamada para depor”, acrescentou.

 

A Anistia Internacional disse que as execuções eram “absolutamente reprováveis”.

 

“A execução de oito pessoas na Indonésia hoje mostra total desrespeito ao processo legal e às garantias de direitos humanos”, disse a entidade em um comunicado.

 

Governo diz que execução é ‘fato grave’ na relação bilateral

 

O governo disse ontem que recebeu com “profunda consternação” a notícia da execução por fuzilamento de Rodrigo Gularte e disse considerar um “fato grave” nas relações entre os dois países. “Constitui fato grave no âmbito das relações entre os dois países e fortalece a disposição brasileira de levar adiante, nos organismos internacionais de direitos humanos, os esforços pela abolição da pena capital... Respeitamos a soberania da Indonésia, mas sempre contestamos a aplicação da sentença por questões humanitárias”, disse.

 

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