Entrelinhas

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Da Redação
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? Contratação
A Abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas em aterrar 300 toneladas de lixo produzidas diariamente em Bauru está agendada para hoje, às 9h. O uso do aterro atual vai só até 3 de junho. O prefeito Rodrigo Agostinho acredita em preços compatíveis com a realidade. Conforme o JC mostrou, o preço médio da tomada de preços foi de R$ 175,00, muito acima dos R$ 68,00 pagos à Emdurb no atual aterro.

? Discussão
A pesquisa preliminar feita pela administração municipal ainda apontou que o valor médio está acima do cobrado em outras cidades da região, também dependentes de aterros privados. Justamente preocupados com o valor a ser apresentado, os vereadores Sandro Bussola (PT) e Fabiano Mariano (PDT) defenderão, na tribuna da Câmara desta segunda-feira, que a própria Emdurb recolha o lixo e o leve até o aterro particular.

? Medição
Neste caso, porém, a pesagem do lixo seria feita por lá. Mas o prefeito Rodrigo Agostinho defende que o controle fique em Bauru. De acordo com ele, o atual aterro sanitário conta com balança e a Cetesb teria aceito que o transbordo ficasse por lá, até que uma outra área seja construída e licenciada. Para o chefe do Executivo, a contração de aterro privado, se necessário, será provisório, sendo fundamental a instalação de um novo aterro na cidade.

? Proposta
Enquanto isso, Sandro Bussola e Fabiano Mariano também defenderão nesta segunda que a prefeitura acione judicialmente a Cetesb para garantir mais tempo ao atual aterro. A possibilidade já havia sido cogitada pelo prefeito. Mas, para tanto, ela aguarda o resultado das medições feitas pelos piezômetros, cujo resultado deverá ser entregue amanhã. O resultado balizará as decisões do poder público.

? Ações
Se as avalições considerarem que o aterro está estável, primeiramente a prefeitura pedirá uma revisão da posição da Cetesb. Se a medida administrativa não surtir o efeito desejado, ingressará com ação judicial. O assunto deverá ser discutido no Legislativo, cuja sessão será balizada por pauta sem propostas polêmicas. O projeto dos corredores comerciais, por exemplo, ficou para a próxima semana.

? Inédito
O vereador Markinho da Diversidade (PMDB) classifica o encontro de cidades para discutir o Rio Batalha como inédito, já que prefeitos de outras cidades - Everton Octaviani (Agudos) e  Sandro Bola (Piratininga) - vieram a Bauru discutir a preservação do manancial. De acordo com o parlamentar, hoje dará entrada no Legislativo um projeto de sua autoria, assinado junto com Fernando Mantovani (PSDB), que obriga as imobiliárias e proprietários de imóveis a informar à Saúde sobre casas fechadas com piscina.

? Alvo
O objetivo de Markinho, que é líder do prefeito na Câmara, é que os imóveis apontados eventualmente sejam inspecionados. A medida faria com que a manutenção das residências fosse mais cuidadosa, dificultando a formação de eventuais criadouros do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da dengue. Nesta semana, é possível que a cidade supere, oficialmente, os 3 mil casos da doença.

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