Malavolta Jr. |
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Museu Histórico Municipal aguarda por espaço de exposição |
Construídos com a missão de preservar a história, memória, cultura e identidade dos indivíduos, cidades e povos, os museus também são espaços que permitem atividades sociais, pesquisas, exposições e as mais diversas manifestações artísticas. De importância inegável, os museus têm, inclusive, uma data internacional que os celebra, o dia 18 de maio (confira curiosidades sobre o surgimento dos museus no infográfico da página 2).
Em Bauru, além da Pinacoteca, considerada Casa Museu pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, há outros três museus de responsabilidade da Secretaria de Cultura, segundo o diretor da Divisão de Museus, Orlando Alves. Do dia 20 ao dia 23 de maio, Bauru realiza a 17ª Semana Municipal dos Museus e a 13ª Semana Nacional. (Veja programação logo abaixo)
“O mais antigo deles é o Museu Histórico Municipal, e o mais popular é o Museu Regional Ferroviário de Bauru, que desde sua fundação está em constante transformação e atualização. Hoje, ele é o único aberto à visitação”, comenta.
Ainda segundo Alves, outro museu está sendo criado no Instituto Penal Agrícola (IPA) para contar a história da Escola Agrícola, mantida anteriormente no local.
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Lauro
O Museu do Instituto “Lauro de Souza Lima”, antigo asilo-colônia “Aimorés”, guarda um dos mais importantes acervos da área de Saúde Pública do Estado de São Paulo. Nele está guardada a trajetória dessa instituição e a história dos pacientes, dos asilos e da hanseníase no Estado.
Mais antigo de Bauru, Museu Histórico Municipal aguarda por espaço de exposição
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O chefe de sessão, Paulo Folcato, e o agente cultural Sérgio Losnak: “Estamos esperando pela reforma da estação, que abrigará nosso espaço expositivo”, diz Paulo |
Em 1956, o governo do Estado de São Paulo criou vários museus históricos e pedagógicos com o objetivo de preservar a memória, personagens e fatos dos períodos Colonial e Imperial brasileiro. E Bauru ganhou o seu. Mais tarde, a instituição foi “adotada” pelo município com o objetivo de preservar o patrimônio histórico de Bauru e, em 1988, a prefeitura implantou o Museu Histórico Municipal.
Hoje, o espaço possui um acervo rico e diversificado, abrangendo coleções de objetos, pinturas, fotos, documentação impressa e manuscrita que retratam a história de Bauru. Uma sala de pesquisa também auxilia pesquisadores na busca por informações.
Apesar do rico acervo, incluindo peças tridimensionais da Revolução de 1932, o museu não expõe tais itens. Por falta de espaço, somente a documentação e as fotografias estão liberadas para pesquisa.
“São muitos os estudantes e pesquisadores que procuram o museu para seus trabalhos. Estamos esperando pela reforma da estação, que abrigará nosso espaço expositivo”, lembra o chefe de sessão Paulo Folcato. Entretanto, lembra o agente cultural Sérgio Losnak, a obra de reforma, com entrega prevista para o fim do ano, está parada. O espaço ainda abriga o acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS).
Serviço
O Museu Histórico Municipal fica na rua Rio Branco, quadra 3, no complexo da Estação Paulista.
O telefone é (14) 3232-4621.
Em 2014, Museu Regional Ferroviário atraiu cerca de 12 mil visitantes
Do total de visitantes, 47% são de outras cidades; público é atraído pela magia e saudade das ferrovias
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João Rosan |
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O Museu Ferroviário está com 500 peças expostas ao público |
Bauru é conhecida por ser a cidade que recebeu o maior entroncamento ferroviário do Estado de São Paulo, tanto em termos de fluxo de transporte, quanto de dinheiro. Sorocabana, Noroeste do Brasil e Companhia Paulista foram as três ferrovias que estiveram presentes no município, a partir do início do século 20.
Época em que houve grande desenvolvimento regional. História esta documentada, preservada e exposta no Museu Regional Ferroviário de Bauru, que atrai visitantes e pesquisadores de várias partes do Estado.
Somente em 2014, as visitas somaram cerca de 12 mil pessoas. 47% delas vieram de outras cidades do Estado, segundo o diretor da Divisão Técnica Alex Gimenez Sanches. “O que mostra o caráter regional do nosso museu”, aponta.
Hoje, o Museu Ferroviário está com 500 peças expostas ao público. Entretanto, o acervo é bem mais vasto: quase 40 mil itens, entre fotografias, documentos e peças de pequeno a grande portes relacionadas às ferrovias, de acordo com Sanches.
Entre as atrações, a área ainda abriga diversas exposições, monitoradas ou não. Uma delas, inaugurada em abril e aberta até o fim do ano, é sobre o povo Kaingang, índios que habitavam regiões que iam desde o Estado de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul até parte da Argentina, e estavam presentes na região de Bauru na época da chegada dos pioneiros, no final do século 19. Ainda há a exposição monitorada que mostra a construção da Estação Central.
De curiosidade a saudade
João Rosan |
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Ex-ferroviário, Sandro Cezarino, ao lado da radiologista Simone Andriotti, sonha em ver a volta dos trens de passageiros |
Quanto ao perfil dos visitantes, o museu abriga o mais variado possível. Além dos estudantes e pesquisadores, o espaço recebe crianças e adolescentes que vêm atraídos pela magia das ferrovias.
“Para estes, é o lúdico do museu a grande atração. Conhecendo o ambiente, eles aprendem sobre a história. Recebemos muitas visitas agendadas de escolas de Bauru e região, por meio de um projeto do governo do Estado, o Programa Cultura é Currículo, da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE)”, destaca o diretor da Divisão Técnica Alex Gimenez Sanches.
As peças e fotografias que resgatam a história das ferrovias também são vistas por um público com perfil composto pela saudade. São ferroviários ou familiares que, constantemente, andam pelas salas do museu relembrando os tempos áureos da “Bauru ferroviária”.
“Eu já fui ferroviário e sou um saudosista. Acredito que esse meio de transporte é a solução para o transporte de carga e de passageiros. Sonho em ver o retorno dos trens, principalmente os de passageiros”, comenta Sandro Luiz dos Santos Cezarino, ao lado da radiologista Simone Andriotti, encantada com as réplicas em miniatura.
Ao lado da prima Sara Nailidi, 11 anos, os irmãos Larissa Quintiliana, 13, e Maurício Dionísio, 10, visitavam o museu pela primeira vez no momento da reportagem. “Estávamos passando por aqui e fomos atraídos pela locomotiva na frente do museu”, diz Larissa. Ainda segundo os primos, a curiosidade os levou até as demais peças expostas. Um mundo mágico descoberto também nas fotografias e quadros.
História sobre trilhos
Em 11 de julho de 1969 foi crido o Museu Ferroviário Regional, através da lei nº 1.425. Na época, a principal finalidade do espaço era acolher e preservar o material ferroviário para exibição ao público. Contudo, não entrou em funcionamento.
Mais tarde, em 1986, a discussão sobre o museu entrou em evidência novamente e seu nome foi alterado para “Museu Ferroviário Regional de Bauru”, pois o mesmo iria abrigar acervos das ferrovias Estrada de Ferro Sorocabana, Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e Companhia Paulista de Estrada de Ferro, que viriam de várias regiões onde o trem fez sua passagem ou foram construídas suas estações.
No dia 26 de agosto de 1989, finalmente o projeto virou realidade com a inauguração da primeira exposição permanente do Museu Ferroviário Regional de Bauru, no prédio atual, ao lado da Estação Ferroviária, antigo escritório da Diretoria Administrativa da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
No fim de 2005 começou uma reforma na estrutura do museu. Foi quando nasceu uma praça em seu espaço interno, com palco e bancos, área destinada a eventos culturais, como exposições.
Serviço
O Museu Ferroviário Regional de Bauru fica na quadra 1 da rua Primeiro de Agosto, Centro. É aberto ao público de terça a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h. Aos sábados, das 8h às 13h30. A entrada é gratuita. Escolas e demais entidades podem agendar visitas monitoradas pelos telefones (14) 3212-8262 e (14) 3212-1779.
Espaços também são palco para manifestações artísticas e culturais
Cadastrada como casa museu, a Casa Ponce Paz abriga eventos como oficinas de arte, saraus, exposições e teatro
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João Rosan |
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Plácido é um dos artistas que aproveitam o espaço da Casa Ponce Paz para o seu trabalho |
Cerca de 700 peças entre esculturas, desenhos, telas, fotografias e outros itens de cunho histórico, artístico e cultural estão em exposição ao público na Casa Ponce Paz, que abriga a Pinacoteca Municipal e Seção de Artes Visuais da Divisão de Ensino às Artes da Secretaria Municipal de Cultura de Bauru. O espaço ainda é cadastrado como Casa Museu junto à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
“Totalmente aberta ao público e à pesquisa, a casa oferece oficinas de artes visuais: desenho, pintura, marchetaria, serigrafia, entre outros. Aqui acontecem encontros de filosofia, de amantes da fotografia, feiras, como a Feira Grátis da Gratidão, saraus, exposições e apresentações teatrais e cinematográficas. As pessoas também procuram o lugar para a produção fotográfica e a filmagem de curtas-metragens”, revela a agente cultural Elizete Maria Barro.
Localizada no Centro, a casa museu atrai pessoas com diversos interesses. Artistas frequentam o lugar para desenvolver seu trabalho. Exemplo é Aparecido de Souza, o Plácido, artista que frequenta diariamente a Casa Ponce Paz e atualmente está pintando a fachada do imóvel. Ele desperta a curiosidade dos que passam pela rua e o notam pintando no jardim.
Serviço
A Casa Ponce Paz fica aberta à visitação de segunda a sexta, das 8h às 18h, e está localizada na rua Antônio Alves, 9-10, Centro. A entrada é gratuita. O telefone de contato é: (14) 3232-1552.
Museu da Imagem e do Som
Difundir e fomentar o conhecimento do acervo bi e tridimensional midiático da história da cultura material e imaterial de Bauru é o objetivo do Museu da Imagem e do Som de Bauru (MIS), criado em novembro de 1933.
Localizado na região central, na antiga estação da Estrada de Ferro Paulista, o MIS permite o acesso de visitantes/pesquisadores a todo tipo de conhecimento. Suas coleções incluem tecnologia e materiais convencionais que refletem o passado e a evolução da sociedade bauruense, assim como a imaginação da população local.
Serviço
O Museu da Imagem e do Som fica na rua Rio Branco, quadra 3, no complexo da Estação Paulista. O telefone é (14) 3232-4621.
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