Internacional

ONU pede a nações asiáticas para deixarem imigrantes alcançarem terra

Reuters
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Agências da Organização das Nações Unidas pediram a Indonésia, Malásia e Tailândia, nessa terça-feira (19), para reforçarem operações marítimas de resgate e pararem de impedir milhares de imigrantes desesperados de chegarem à terra firme.


Estima-se que 4 mil homens, mulheres e crianças de Mianmar e Bangladesh estejam à deriva em barcos com poucos suprimentos, segundo a agência de refugiados da ONU (Acnur). Metade está em pelo menos cinco embarcações próximas à costa de Mianmar e Bangladesh há mais de 40 dias, acrescentou.


Em nota conjunta, com participação da Organização Internacional para Migração (OIM), os chefes da Acnur e da comissão de direitos humanos da ONU pediram aos três países para pararem de tentar empurrar embarcações para fora de suas águas territoriais.


Autoridades deveriam “fornecer um desembarque eficaz e previsível para um local seguro com condições de acolhimento adequadas e humanas” e estabelecer procedimentos de triagem para identificar os necessitados de proteção internacional como refugiados, acrescentaram.


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também pediu aos países do sudeste asiático para cumprirem seus deveres pare resgatarem pessoas em áreas de necessidade, dizendo que estava profundamente alarmado pelas mortes de imigrantes quando os Estados falharam em salvá-los.


Salvos


Pescadores indonésios levaram mais de 100 imigrantes bengaleses e rohingyas à costa na província de Aceh, no noroeste da Indonésia, na madrugada de hoje (horário local).


“Quase 400 mais foram avistados no mar e os pescadores estão tentando trazê-los à terra”, disse Khairul Nova, da agência de busca e salvamento nacional. Ele acrescentou que os imigrantes haviam desembarcado na cidade de Kuta Binje, em Aceh.


Com esse grupo, já são quase 1.400 os imigrantes que conseguiram desembarcar na Indonésia depois de semanas à deriva no mar de Andaman com pouca comida ou água.


Outros milhares permanecem no mar, já que os governos da região estão fazendo pouco para resgatá-los, apesar dos apelos internacionais.

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