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Foi-se a época em que dengue era um problema enfrentado somente no verão e que a chegada da estação de temperaturas mais amenas derrubava o número de casos. Em pleno outono, a doença continua se alastrando em todo o Estado de São Paulo. Em Bauru, só neste ano, foram registrados mais de 3 mil casos de dengue.
E todos concordam: a melhor forma de prevenir a doença é eliminar os criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypt. Por isso, os mutirões de limpeza e as ações dos agentes de saúde fiscalizando locais que possam servir de criadouros do inseto são mais do que necessários.
E se combater o mosquito da dengue é uma tarefa de todos, os condomínios verticais não fogem à regra e exigem até cuidados extras, por causa de suas características peculiares.
Em Bauru, a regional Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) vem orientando sistematicamente e de forma contínua as administradoras de condomínios e síndicos para reforçar a atenção às áreas comuns.
É bom frisar que condomínios são conjuntos de edifícios, como os do parque das Camélias. E os números são expressivos: Bauru já tem 58 condomínios verticais, ou seja, conjuntos de prédios. Isso sem contar os edifícios de um modo geral, todos eles com síndicos e zeladores que, agora, têm mais atribuições por conta do alto número de casos.
Dispersão
Ainda há quem pense que os mosquitos não entram em locais altos. Essas pessoas estão totalmente enganadas. Eles podem chegar à qualquer altura onde possa chegar o ser humano.
A fêmea de um pernilongo, por exemplo, voa à procura de alimento por até 2,5 quilômetros, em qualquer direção. Desde voos rasantes até em pontos mais altos. Existe também um movimento chamado “dispersão passiva”. Os mosquitos adultos entram em coletivos, aviões e em carros, deslocando-se de um local ou até mesmo de um País a outro. Canaletas e tubos de ventilação ou dutos também podem servir para a dispersão dos insetos alados.
Nos condomínios e edifícios, medidas simples (veja no quadro abaixo), porém, eficazes podem e devem ser adotadas pelos síndicos e pelos moradores para evitar a procriação do Aedes.
Que zika!
E não é só a dengue que preocupa. Nesta semana, foi confirmado o primeiro registro do zika vírus no Estado de São Paulo. E, conforme o JC adiantou na última quinta-feira, Bauru está em alerta. É que a doença também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que, historicamente, tem taxas de infestações muito altas na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não há registros em Bauru, mas confirma que o zika pode chegar até mesmo neste ano por aqui.
“Prima da dengue”, a nova enfermidade é caracterizada por forte dor no corpo e o aparecimento de manchas. O tratamento é hidratação (assim como a dengue) e o paracetamol para aliviar as dores.
Orientação ao morador passa a ser fundamental
Passou a ser obrigação também dos síndicos e zeladores conscientizar para que os moradores eliminem criadouros do Aedes em suas unidades habitacionais. Cabe a eles orientar e cuidar dos funcionários da limpeza, mas também é fundamental que “cada morador verifique os possíveis focos e adote as medidas necessárias para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença”, orienta o Secovi.
Uma das principais preocupações está em varandas e nos chamados jardins verticais, uma tendência do paisagismo nos últimos anos, onde há muitos vasos de plantas.
O ideal é colocar pratos e vasos justapostos para não haver espaço para acúmulo de água, encher com areia ou furá-los. É importante também não esquecer de limpar bordas de vasilhas de comida e a água dos animais domésticos. que também podem se tornar criadouros do transmissor.
