Entrelinhas

Entrelinhas

Da Redação
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Diálogo

O entendimento que vai permitir a revitalização e alívio ao complicado e intenso trânsito de veículos na região da última rotatória da avenida Getúlio Vargas (ao lado do Paineiras) foi a boa notícia de ontem em Bauru. Sentaram-se à mesa, junto ao Ministério Público (com o promotor Luís Gabos Alvares), e chegaram a uma solução representantes da Assuã e da H. Aidar, conhecidas empresas bauruenses, com a prefeitura representada pelo secretário do Planejamento, Antonio Grillo Neto. Leia na pág. 4.


Reação

As pressões imediatas da classe política (leia-se vereadores) levaram o prefeito Rodrigo Agostinho a desistir de definir ontem mesmo o aumento de 30% a 35% na conta de água. Após muitos telefonemas, ele decidiu que vai dialogar com a Câmara Municipal antes de bater o martelo, buscando, inclusive, alternativas que venham a compensar o caixa do DAE caso o índice venha a ser menor. Leia na página 3.


Urgência

A notícia, por outro lado, não deve ser bem recebido pelo setor técnico do DAE. Além do aumento das despesas, especialmente com energia elétrica, o faturamento da autarquia está R$ 3 milhões abaixo do previsto. A cobrança de inadimplentes, aliás, deve ser reforçada. Outro problema: mesmo com o reajuste de 35% na tarifa, a maioria das obras consideradas essenciais para resolver problemas crônicos e que estavam programadas para este ano não deve sair do papel.


Metade

Em meio ao cenário que parece desolador, uma novidade positiva: segundo o prefeito Rodrigo Agostinho, em 2015 caiu pela metade o número de pedidos em aberto para consertos de vazamentos. Ainda assim, os índices de Bauru são muito ruins. O DAE perde ou não fatura 49% da água que trata. Isso é o que faz com que, atualmente, o custo de produção do metro cúbico seja maior do que o preço fixado no início da tabela de cobrança da autarquia.


Incêndios

Enquanto isso, o governo, desarticulado politicamente, segue agindo somente para apagar incêndios. A crise do aterro sanitário sequer foi sanada e lá vem o problema da água que, certamente, pautará a próxima sessão do Legislativo local.


3 meses

Na conversa de ontem com os quatro vereadores do PMDB, o presidente da legenda, Renato Purini, lhes atribuiu a missão de recrutar potenciais candidatos a vereador pelo partido em 2016. O prazo para filiação termina no início de outubro. Ou seja, restam apenas três meses. O dirigente pontua que sem Rodrigo Agostinho na disputa pelo Palácio das Cerejeiras a sigla deve sentir uma queda, que precisa ser compensada pelo bom desempenho da chapa. A meta é não perder nenhuma das quatro cadeiras.


Start!

Já as costuras para a disputa majoritária começam na próxima semana, segundo Purini. O atual secretário do Desenvolvimento Econômico dará início a conversas com os partidos "aliados de primeira hora". Ele prega a manutenção de um amplo arco de alianças que, posteriormente, chegue a um nome que reúna condições para concorrer à prefeitura. O protagonismo e a habilidade nas articulações podem ser trunfos importantes no que diz respeito a essa escolha.

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