Indignação é a palavra que define a reação dos moradores de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) assim que tomaram conhecimento do caso da criança esquecida na creche municipal Joana Jeorgette Branco Joaninha (leia mais abaixo). Em resposta, o prefeito Florisvaldo Antônio Fiorentino (PSDB) instaurou uma sindicância e determinou o afastamento dos envolvidos por dois meses.
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Ibitinga Diário
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Natália Rodrigues junto à filha que foi trancada dentro da creche: menina foi encontrada dormindo |
Por volta das 10h30 de ontem, vizinhos, parentes e conhecidos da família da menina de um ano e meio que ficou trancada dentro da instituição por cerca de quatro horas participaram de uma manifestação em frente à creche, localizada na rua Antenor Simões Maia, no Jardim Romana. Segundo a Polícia Militar (PM), o protesto foi pacífico e não durou mais que uma hora.
Em meio aos manifestantes, estava a mãe da criança, Natália Rodrigues. Em entrevista ao Ibitinga Diário, ela conta que encontrou a menina dormindo de bruços no berço, com a fralda suja e “morrendo de fome”. Com um cartaz em punho, Natália pedia a exoneração da diretora e de uma funcionária da creche. Já a avó paterna do bebê, Gracilene de Jesus, disse que a diretora queria que o caso fosse abafado.
Apuração
No entanto, Gracilene teria respondido que não deixaria barato. “Hoje foi a minha neta, mas amanhã pode ser outra criança”, complementa. Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura esclarece que a administração pública está apurando o fato e determinou o afastamento dos envolvidos por dois meses. Além disso, o município alega que tem muito zelo em relação às creches e é a primeira vez que tal situação ocorre.
Agonia
Conforme o JC já noticiou, na última sexta-feira, uma família passou horas de tensão com o “desaparecimento” de uma menina de um ano e meio, cuja identidade será preservada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O bebê foi “esquecido” na creche Joana Jeorgette Branco Joaninha, mais conhecida como Dona Joaninha. Após suposta confusão na unidade, ela ficou sozinha em um quarto escuro por cerca de quatro horas.
Segundo o registro da polícia, às 21h, os militares foram acionados por duas conselheiras tutelares, à rua Antenor Simões Maia, no Jardim Romana, onde fica a escola. Elas estavam com a diretora da unidade e a mãe da garotinha, que as tinha chamado. Informações dão conta que a mulher havia pedido ao marido que buscasse a filha na creche. O homem foi até o local, por volta das 17h30, mas foi informado de que já haviam buscado a criança.
Quando a mãe da menina chegou em casa, no início da noite, ficou ciente do ocorrido e, desesperada, entrou em contato com parentes e conhecidos. Sem sucesso, a família suspeitou que a criança pudesse ter sido esquecida pelos funcionários no interior da creche. A escola só foi aberta pela diretora, após contatos telefônicos, depois das 21h, quando foi constatado que a criança, de fato, estava lá.
