Douglas Reis |
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Os ladrões não levaram as armas que estavam no carro-forte |
radioternurafm.com.br |
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A Santa Fé usada na ação foi encontrada abandonada |
Quatro homens armados com fuzis tentaram assaltar um carro-forte da Protege na manhã dessa sexta-feira (3). Os bandidos renderam os quatro funcionários da empresa e instalaram bananas de dinamite no interior do veículo, mas não conseguiram explodir o cofre. Fugiram sem levar absolutamente nada. Não houve feridos.
A ação frustrada aconteceu por volta das 10h, no km 405, da rodovia Cesário Jose de Castilho, cerca de 10 quilômetros após o trevo de Iacanga. O carro-forte estava estacionado no acostamento da via, sentido Bauru/Ibitinga por apresentar problemas mecânicos. Em nota oficial, a empresa informou que “em relação ao ocorrido na manhã desta sexta-feira (3), na região de Iacanga, com um de seus carros de transporte de valores, a Protege informa que está apurando os fatos internamente e à disposição das autoridades policiais”.
No interior do veículo estavam três funcionários armados com revólver. O motorista tinha desembarcado para se comunicar com a empresa pedindo socorro mecânico, quando os bandidos chegaram em uma caminhonete Santa Fé, preta, placas EML 5845, de São Paulo. O condutor do carro -forte foi surpreendido pelos ladrões do lado de fora do veículo e ficou com uma arma apontada para a cabeça. Com os funcionários rendidos, os assaltantes entraram no veículo, instalaram a dinamite e tentaram explodir o cofre com dois malotes. Os valores não foram informados. Uma das bananas explodiu, mas sua força não foi suficiente para abrir o cofre. As demais foram abandonadas pelos ladrões.
Eles fugiram na Santa Fé sentido Iacanga/Ibitinga. A Polícia Rodoviária foi acionada meia hora depois que o carro-forte tinha quebrado. A central da empresa havia chamado só o socorro mecânico. A Rodoviária isolou o local e, com a ajuda do Águia da PM, vasculhou a região.O Grupo de Apoio Tático Especial (Gate) foi chamado da Capital para desativar as dinamites que não detonaram. Ninguém ficou ferido, embora os ladrões tenham feito dois disparos contra o carro-forte. Nada foi levado, nem as armas da empresa. Após três horas, a PM achou a Santa Fé usada pela quadrilha abandonada na zona rural de Ibitinga.
Regras de segurança não foram obedecidas
Um especialista em segurança consultado pelo Jornal da Cidade explicou nessa sexta que as regras para o transporte de valores não orientaram os funcionários da Protege. “Jamais eles devem descer do carro. Eles deveriam permanecer no interior do veículo, ainda que ele estivesse quebrado.”
Se houve necessidade de descer do carro-forte para se comunicar com a central, por falta de sinal de celular, um deles poderia ter desembarcado e se posicionado em um local de grande visibilidade para se comunicar com a central. “Ele poderia ter subido em um barranco, existente no local, armado, para proteger os demais que tinham ficado no interior do veículo. Do barranco, ele teria visão global.”
A central da empresa poderia ter comunicado a Polícia de Iacanga, a 10 quilômetros do local, ou a Rodoviária sobre o problema, uma vez que o transporte era de valores. “De onde surgiu a Santa Fé com dinamites? Se ela vinha seguindo o carro forte, os funcionários deveriam ter percebido.”

