Regional

PF apura fraude em licitações e contrato

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia Federal (PF) deflagrou nessa quarta-feira (8) a Operação Esculápio, que tem por objetivo investigar suspeitas de irregularidades em licitações e contratos firmados pela Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília (Famar) com empresas prestadoras de serviços médicos. No total, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em clínicas e residências.


A fundação é responsável pela administração da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e do Hospital das Clínicas (HC) de Marília, que é o hospital-escola da faculdade de medicina.


A PF investiga fraudes licitatórias nas contratações firmadas pela Famar em prol da Faculdade de Medicina e do HC, na aquisição de órteses, próteses e equipamentos médicos, e supostos desvios de recursos públicos mediante o pagamento exacerbado de plantões médicos.


Segundo o procurador da República Jefferson Aparecido Dias, as supostas irregularidades estão sendo investigadas há cerca de seis meses e estariam ocorrendo desde 2011. O valor total desviado, segundo ele, ainda não foi calculado.


“Nós temos vários indícios com relação a práticas ilícitas que envolvem a celebração de convênios que teriam certo direcionamento, fraudes em licitações para a aquisição de produtos de órteses e próteses e também está sendo investigado um peculato desvio, que seria a realização de plantões fictícios”, explica.


O delegado da PF, Fernando Augusto Bataus, revela que os documentos apreendidos durante a operação serão analisados. Segundo ele, investigação inicial apurou que existe uma certa confusão entre público e privado nos serviços médicos prestados pela Famar, Famema e HC. “Serviços públicos médicos que deveriam ser prestados pelo hospital, na realidade, estão sendo prestados por clínicas particulares e sendo pagos com recursos públicos”, afirma.

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