Tribuna do Leitor

Andanças

Luiz Carlos Pasquarelo
| Tempo de leitura: 1 min

Conduzi os ponteiros do tempo ao jardim da infância. Depois, deitei o corpo na relva úmida da noite. Contei estrelas muitas vezes, uma, dez, cem, milhões, tantas quantas pude apontar. De repente, surpreendi-me escrevendo seu nome na grama molhada... Talvez confissões de amor, que só o sol pode apagar, mas nunca apagará o amor. Andei por terras férteis e montes esverdeados até a exaustão acontecer. Foi aí que deitei-me esperando o cansaço preguiçoso passar por mim... vagarosamente. Achei tudo aquilo maravilhoso, por não ter que fazer nada, só sonhar. Cansar sonhando, descansar também sonhando, podendo provar a delícia de viver escrevendo na grama molhada de sereno... Confissões de amor!


Ah!... quero a vida com o azul do céu colorida. Flores dos campos e rosas de todas as rosas. Quero a vida com cheiro de criança saindo do banho, da mulher perfumada, pronta para amar. Ah...! Cores inimagináveis aromatizando as horas. Cores cheios de vida renascendo esperanças, escrevendo poemas, varrendo calçadas, fertilizando a terra nas chuvas de Deus, apurando criaturas. Ah...! Quero a vida saudando o sol nos ombros dos passantes, hospedando as águas, embriagando terras. Quero a vida diligente entusiasmando esperanças... serena, ecoando orações. Ah...! Quero a vida!

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