Política

Coordenador de movimeno convoca região para protesto

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Isabella Izar, Jorge Izar e Ricardo Costa defendem a continuidade das manifestações para a mudança do cenário político

“O brasileiro tende a ser muito imediatista, mas é preciso entender que estamos no meio de um processo. Precisamos continuar indo às ruas para mudar este estado de coisas”. Com esta visão, o coordenador nacional do movimento Vem Pra Rua (VPR) Brasil, o engenheiro Jorge Luiz Izar, esteve nessa segunda-feira (27) em Bauru para convocar a região para uma nova manifestação do grupo, marcada para o próximo dia 16 de agosto em âmbito nacional.

Além do Vem Pra Rua, também participam da articulação do ato movimentos como o Brasil Livre e o Revoltados Online. “Estamos todos juntos, até porque as reivindicações são muito parecidas”, pontua.

Criado há cerca de dois anos, o Vem Pra Rua Brasil se autodenomina um movimento pacífico,  apartidário e sem pretensões eleitorais. Garante que não levanta bandeiras de impeachment (de maneira inconstitucional) ou deposição da presidente Dilma Rousseff por meio de golpe militar.

Entre as reivindicações do grupo, estão a redução da carga tributária e da burocracia, a defesa da democracia, da ética na política e de um Estado “eficiente e desinchado”. “Pedimos, ainda, redução de 22 ministérios, a investigação efetiva no BNDES, o corte de envio de verbas para Cuba, entre outras questões que afetam diretamente a sociedade brasileira”, completa Izar. 

São medidas que, segundo ele, foram enviadas em uma carta de demandas ao Congresso Nacional em abril deste ano e que, até o momento, não foi atendida. Por este motivo, assim como Izar, o coordenador nacional de segurança e comunicação do VPR, Ricardo Costa, defende a mobilização popular como forma de pressão.

“É claro que uma única manifestação não vai mudar 515 anos de história. Vamos precisar de outras ações em todo o País. A população precisa entender que é obrigação fiscalizar e cobrar o governo. O Brasil é nosso e o governo tem de conduzi-lo da forma como queremos”, observa.

Adesão

Devido ao cenário econômico desfavorável e ao clima de descontentamento em âmbito nacional, o movimento acredita em adesão massiva de manifestantes no próximo dia 16, já que, segundo os organizadores, todas as cidades e camadas sociais estão sendo afetadas pelas medidas de ajuste fiscal “insustentáveis” adotadas por Dilma, que “vão na contramão de tudo o que foi prometido durante a campanha eleitoral” e forçam a população “a pagar a conta”.

“A democracia está sendo espancada, com invasões de propriedade, impunidade, corrupção, destruição das famílias frente a uma política econômica equivocada, que impõe uma carga tributária absurda, burocracia excessiva, taxas de juros elevadas e consequente desemprego. Este governo continua mentindo e tripudiando sobre o povo brasileiro, especialmente sobre a classe produtora, que leva o País nas costas e está sendo destruída”, reclama ele, que é um dos diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em São Paulo, entidade que, oficialmente, não se posiciona sobre este debate.

Malavolta Jr.
Domingos apoia o movimento

Em Bauru, contudo, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) já se manifestou favorável ao movimento, por meio de seu diretor regional Domingos Malandrino, que acompanhou a visita da liderança ao espaço Café com Política do Jornal da Cidade. “Com todas as decisões equivocadas que colocaram o Brasil em uma situação tão difícil, o empresariado ficou descrente, enfraquecido, dilacerado. Este movimento, a meu ver, pode ser importante se conseguir tirar a categoria deste estado de apatia”, pondera Malandrino.

Também estiveram presentes ontem no JC líderes do movimento Juventude Bauruense, Paulo Ladeira e Gabriel Machado Loureiro, e o coordenador regional do Vem Pra Rua, Ferozzy Cohen, acompanhado por Anna Paula Cohen.

Agroindústria

Recentemente, o movimento criou uma ramificação, o Vem pra Rua Rural, para defender demandas específicas de produtores e empresários da agroindústria. Segundo a coordenadora deste “braço”, Maria Isabella Gedeon Izar, a adesão do setor tem sido positiva e crescente.

“Ele foi muito prejudicado nesses últimos 12 anos. O PT destruiu a agricultura, mas a bagunça vai acabar. Queremos dar um basta. É uma tempestade que vai passar se estivermos juntos. Vamos vencer e ninguém vai conseguir nos destruir”, enfatiza.

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